15 de novembro, há motivos reais para comemorar os 128 anos de República?




A Proclamação da República Brasileira aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. Resultado de um levante político-militar que deu inicio à República Federativa Presidencialista.

São 128 anos de República de um país que hoje tem mais de 207,7 milhões de habitantes, problemas crônicos de desigualdades regionais em que o agronegócio, hoje, forte no Sul e Centro Oeste é que puxa o PIB, junto com a indústria do eixo Rio- São Paulo- Minas Gerais.

Desde a proclamação, o país teve 42 presidentes, sendo que a partir de 1985, o povo pelo voto democrático começou a eleger seus governantes. E neste feriado nacional, o povo reflete o que fazem de nossa República, que atravessa uma das maiores crises político- econômica de sua história, marcada pela sangria da corrupção ao dinheiro público e de empresas.

Fica marcada, na proclamação da República  a figura de Marechal Deodoro da Fonseca, como responsável pela efetiva proclamação e como primeiro Presidente da República brasileira em um governo provisório (1889-1891).

Marechal Deodoro da Fonseca foi herói na guerra do Paraguai (1864-1870), comandando um dos Batalhões de Brigada Expedicionária. Sempre contrário ao movimento republicano e defensor da Monarquia como deixa claro em cartas trocadas com seu sobrinho Clodoaldo da Fonseca em 1888 afirmando que, apesar de todos os seus problemas a Monarquia continuava sendo o “único sustentáculo” do país, e a república sendo proclamada constituiria uma “verdadeira desgraça” por não estarem, os brasileiros, preparados para ela.

A República Federativa Brasileira nasce pelas mãos dos militares que se veriam a partir de então como os defensores da Pátria brasileira. A República foi proclamada por um monarquista. Deodoro da Fonseca assim como parte dos militares que participaram da movimentação pelas ruas do Rio de Janeiro no dia 15 de Novembro pretendiam derrubar apenas o gabinete do Visconde de Ouro Preto. No entanto, levado ao ato da proclamação, mesmo doente, Deodoro age por acreditar que haveria represália do governo monárquico com sua prisão e de Benjamin Constant, devido à insurgência dos militares.

A população das camadas sociais mais humildes observam atônitos os dias posteriores ao golpe republicano. A República não favorecia em nada aos mais pobres e também não contou com a participação desses na ação efetiva. O Império, principalmente após a abolição da escravidão, tem entre essas camadas, uma simpatia e mesmo uma gratidão pela libertação.





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