Alegretense Franciele Lopes, a única no grid de largada

Aos 29 anos, Franciele Lopes disputa uma arrancada de igual para igual com qualquer piloto que entre no grid.
 Sempre gostou de motos. Desde pequena as bonecas com que brincava andavam em motinhos improvisadas por ela mesmo.
Fã da velocidade, a paixão por motos foi só aumentado.  O sonho era pilotar uma motocicleta de verdade.
Já adulta conquistou sua primeira moto de 100 cilindradas, depois dessa veio uma 125 CC e então, uma mais potente, a Cb 300. Acelera desde 2015, ano que iniciou a disputar competições.
“É uma paixão indescritível pela adrenalina, velocidade é uma coisa muito boa, a sensação de liberdade”, explica Franciele.
Há 10 anos que anda de moto, ela conta que o amor é tão grande, que só pensa em aumentar a cilindrada e cada vez quer mais.
Franciele é a única mulher a participar das arrancadas na pista em Alegrete.
Disputa categorias com os homens, e na última largou na categoria até 500 CC e ficou em oitava entre os 10 pilotos, todos homens.
“Tive o prazer de andar numa Hornet 600 cilindradas, numa corrida aqui em Alegrete atingi a velocidade de 160 km/h, foi uma das maiores sensações de adrenalina que já tive, minha perna tremia, mas não tive medo encarei e acelerei”, relembra com entusiasmo.
Franciele é casada. O marido Júnior Oliveira também é piloto. Mas ela adianta e diz que o namoro foi antes mesmo das pistas. Incentivo não falta, ela integra a equipe do Comando Moto Peças.
Trabalha como comerciante, e luta para derrubar o preconceito. Como mulher diz que sempre tem alguém com um olhar diferente, só que nunca deu bola para isso. 
Franciele é categórica. É contra aqueles que fazem pegas pelas ruas. Alerta que os motociclistas sofrem muito no trânsito pela imprudência de alguns motoristas.
“Acho perigoso correr na rua, com um baita lugar e uma pista top para acelerar
correm um risco desnecessário”, protesta.
Sempre tem um motoqueiro imprudente, mas os motoristas precisam respeitar mais os ciclistas e motociclistas, é tudo uma questão de consciência no nosso trânsito”, rebate.
Para esta alegretense fã da velocidade é muito bom saber que uma mulher com determinação e foco pode fazer tudo que ela quiser.
Revela que o sonho daqui para frente e ter uma Hornet 600 cilindrada. “Vou levar o nome de Alegrete lá em Santa Cruz do Sul e andar com as meninas, que lá não brincam mesmo”, decreta Franciele.
Quer encorajar outras mulheres que tem gosto pela velocidade, mas falta coragem. Franciele vai disputar todas as provas de arrancadas este ano na pista do Speed Race, adversária na categoria feminina só fora da cidade. Vai disputar com os homens como sempre foi, desde que começou a enrolar o cabo, na gíria dos adeptos é o trocadilho pela palavra acelerar.
“No momento em que coloco o capacete, é todo mundo igual. Eu não lembro que estou de unha pintada, o foco é o mesmo para todos. A única coisa diferente é que, provavelmente, eu me cuido mais do que eles fora daqui”, sorri a jovem que tem a velocidade no sangue.
Por: Júlio Cesar Santos                   Fotos: acervo pessoal




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