Audiência Pública sobre violência contra a mulher lota a Câmara




Por indicação da vereadora Firmina Fuca foi realizada, ontem, dia 10, uma audiência pública para falar sobre a violência doméstica. Com o tema, Lei Maria da Penha, na escola da Vida, o plenário Gaspar Cardoso Paines lotou com a presença da comunidade, alunos das escolas Raymundo Carvalho, Marquês do Alegrete, Senac, Adventistas, além de secretários, integrantes dos CRAS Sul e Leste.

Com a presença da Procuradora do município, Andréa Modesto, representando o executivo, Presidente do Conselho da Mulher de Alegrete Maria Angela Mendonça, presidente da Câmara Celeni Viana, Marli Leivas, Conselheira do conselho das mulheres do RS, Caroline Medeiros , advogada conciliadora do Fórum Alegrete, Salete Beatriz, presidente do Conselho Estadual do Direitos da mulheres do RS, Rosângela Dorneles, da Rede Lilás do Governo do RS e Marcio Lima, coordenador do Creas, foram apresentados números sobre a violência contra as mulheres, indicações de auxílios entre outras situações que envolvem este assunto delicado e recorrente na mídia, diante do número expressivo de casos.

Salete Beatriz, presidente do Conselho Estadual do Direitos da mulheres do RS, fez uma explanação de todos os casos que diariamente estamos acompanhando nos noticiários. Falou também da importância do tema ser debatido, levado às salas de aulas e de uma cartilha que foi criada com várias simbologias de como é o comportamento de quem passa por esse tipo de violência. Também há indicações de onde procurar ajuda e todas a assistência que é prestada  as vítimas. Ela fez a apresentação de um vídeo de crianças entre 6 a 8 anos. Meninos que foram colocados ao lado de uma menina, primeiro é solicitado que eles se apresentem, após que façam um carinho. Mas quando solicitados a dar um tapa na menina, todos se negam e explicam que jamais fariam aquele tipo de agressão.

Rosângela Dorneles, da Rede Lilás do Governo do RS, falou sobre a rede lilás e todo apoio que é realizado junto às vítimas de agressões. A importância de ter uma sala lilás(como é chamada a sala onde a mulher fica reservada e não tem contato com o agressor, em audiências ou depoimentos), para evitar que as mulheres de forma velada sejam intimidades e desistam de continuar com a denúncia contra o agressor.

Um dos pontos mais impactantes foi a leitura de um texto elaborado pela turma do 2°Ano da Escola Raymundo Carvalho. Apresentado pela aluna Martina Santos, ela foi aplaudida em pé ao final da leitura. No texto a descrição de tantos preconceitos relacionados à mulher, como ser julgada pela forma de se vestir, tomar cerveja, se esta gorda, magra, entre outras situações. Com uma abordagem simples e muito direta, a estudante deixou claro que as mulheres devem se posicionar e jamais deixarem de denunciar ou de se respeitarem. “Seja meiga, seja educada…., seja você mesma. Faça tudo o que quiser, mas jamais pense que você mereceu ou merece apanhar” – concluiu.

A vereadora Firmina Fuca destacou que desde pequena sempre ouviu falar sobre a violência contra as mulheres. Depois de adulta vivenciou alguns casos durante trabalho realizado na DPPA, o assunto sempre foi uma preocupação. Hoje, como presidente da Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, diz que não poderia deixar de abordar e provocar um debate sobre esta questão de saúde publica.

Precisamos que as mulheres tenham o entendimento de que não podem ficar caladas. Há várias formas de acolhimentos e maneiras em que elas podem recorrer e assim conseguirem sair muitas vezes de um ciclo de violência. O cuidado com os filhos, muitas vezes fica comprometido diante da violência que sofrem.

A vereadora comentou que no final da audiência foi realizada uma palesta na Escola Raymundo Carvalho para uma turma do 9º Ano.

 





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