Casal de namoradas relata agressão de motorista em Alvorada: ‘Entramos pra estatística’




Caso ocorreu na Rua 14, do bairro Nova Alvorada, no fim da tarde de domingo (12). Jovens de 23 e 25 anos registraram ocorrência na DPPA e também vão procurar a Delegacia da Mulher.

Um casal de namoradas de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi vítima de agressão na tarde de domingo (12). O caso foi registrado na Polícia Civil.

Elas dizem que quase foram atropeladas por um homem que dirigia uma Parati em alta velocidade na Rua 14, do bairro Nova Alvorada. Após reclamação de uma das duas, o motorista desceu e as agrediu a socos e pontapés.

“Hoje era apenas para ser um dia tranquilo para nós duas, mas entramos para essa m* de estatística em que mulheres são agredidas por serem apenas mulheres”, desabafou uma delas em um texto em uma rede social. A identidade das duas será preservada, pois elas temem represálias.

Ao G1, a jovem, de 25 anos, disse que ia com a namorada, de 23, ao supermercado, quando o veículo surgiu em alta velocidade.

“A rua é uma lomba de terra e o motorista freou forte o carro, que chegou a derrapar. Quando ela [a namorada] reclamou da condução dele, ele diminuiu a velocidade para nos acompanhar. Disse que estava armado e que poderia matar ela ali mesmo”, relatou.

Ainda de acordo com ela, o homem desceu do carro e começou a agredir a namorada. A jovem caiu e o motorista a teria chutado no chão.

“Eu tentei impedir ele de continuar agredindo ela e ele se virou pra mim e me acertou na nuca”, disse. “Eu fiquei com bastante medo, mas vendo ela atirada no chão e o cara batendo nela, minha primeira reação foi pedir pra parar”.

Ela disse ainda que acredita que a agressão foi motivada por homofobia.

“Deu pra perceber que ele era bem agressivo. Era bem grande, deveria ter 1,80m. E nós duas somos bem pequenas”, explicou.

Segundo ela, havia outras duas pessoas no carro do homem: uma senhora no banco do carona e uma criança no traseiro. Assim que ele arrancou, o casal foi até o mercado e pediu para usar o telefone.

Depois, foram ao hospital e à Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), para fazer o boletim de ocorrência. As duas estão juntas há pouco mais de um ano. “Nunca havíamos sido agredidas”, comenta.

Além da DPPA, elas vão registrar o caso na Delegacia da Mulher. O G1tentou contato com a DPPA, mas não teve os telefonemas atendidos.

Fonte: G1





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