‘Deixei o Brasil para fugir da violência’, conta filha de homem morto em assalto em Porto Alegre


Luiz Carlos Liota, de 72 anos, foi morto durante assalto no último dia 12. A filha mora no Canadá e afirma que não pretende retornar ao Brasil.

Foi por medo da violência urbana que a filha de Luiz Carlos Liota, comerciante morto no último dia 12, em um assalto em Porto Alegre, deixou o país há 15 anos. Após a tragédia, Carla Savoie, de 48 anos, conta que reafirmou sua decisão.

Nnão voltarei ao Brasil nunca mais”, diz a mulher, que trabalha como restauradora de imóveis e vive no Canadá, com marido e um filho.

Liota morreu aos 72 anos, atingido por um tiro nas costas, durante assalto na ferragem de que ele era dono, no bairro Jardim Botânico. A polícia divulgou imagens dos dois suspeitos do crime, e procura por eles.

Enquanto isso, a família precisa lidar com a dor da perda. Liota deixou duas filhas, Carla e Tatiana, e dois netos.

“Sempre se espera más notícias quando se tem um pai de 72 anos, tipo infarto ou derrame ou qualquer outro motivo de saúde, ou até mesmo velhice. Mas, apesar de viver sempre com medo pela segurança da minha família no Brasil, nunca esperei receber uma ligação informando que meu pai havia sido assassinado de uma forma tão covarde e brutal”, lamenta Carla.

Ela e o pai se falavam toda semana. “Ele adorava vir pra cá nas férias, mas não tinha a intenção de se mudar, porque ele amava o trabalho e a loja dele”, conta a filha.

Agora, Carla conta que espera que a justiça seja feira. “Quero os dois assassinos que tiraram a vida do meu pai atrás das grades”, pontuou. “Minha família não quer vingança, e sim justiça”, conclui.

Suspeita de latrocínio

O delegado do caso, André Mocciaro, informou ao G1 que a linha de investigação da morte de Luiz Carlos Liota é de latrocínio. Segundo Mocciaro, dois homens cometeram o assalto. Testemunhas apontaram que os suspeitos são negros e têm entre 25 e 35 anos.

As imagens dos suspeitos, captadas por câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao local do crime, mostram os dois andando pela rua. Eles vestem camiseta e bermuda, e estão de boné. A polícia ainda não se sabe, porém, se são de antes ou depois do latrocínio.

“A gente acredita que a vítima não tenha acreditado que a arma seria verdadeira ou que aqueles dois criminosos iriam realmente levar a cabo a empreitada criminosa deles. Por isso a polícia não cansa de informar que as pessoas, no momento que forem confrontadas por um delinquente, devem se manter calmas e nunca apresentar qualquer tipo de resistência”, explicou Mocciaro.

Informações sobre os suspeitos podem ser repassadas à polícia pelos telefones (51) 984223242 e (51) 999148785. O sigilo, segundo a polícia, é garantido.

O corpo de Luiz foi velado no Cemitério João XXIII, em Porto Alegre, e depois cremado.

Fonte: G1


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