Do Itapevi, a Bióloga e os prêmios como professora no Espírito Santo


Nascida no Itapevi, Marne Soares Gavazza, estudou no Polo do Durasnal até a 8ª série e depois na escola Estadual Dr Lauro Dornelles.

Acostumada ao meio rural, até entrar na vida adulta, sempre gostou de animais e do campo. Por conta disso escolheu cursar a faculdade de Ciências Biológicas- bacharel e licenciatura na Faculdade Pitágoras de Linhares e Pedagogia –ES, onde morava à época. Atualmente, estuda graduação de Licenciatura em informática pelo IFES.

A Bióloga e professora alegretense é Pós graduada em Gestão Educacional Integrada e Área Ambiental pela Faculdades Jacarepaguá-RJ

E apaixonada pela Biologia, Marne se inclinou ao magistério, no estado que vive e trabalha. E na sala de aula sempre procurou o diferencial, aliando a teoria à pratica, por acreditar que só assim poderá criar a sensibilidade de cuidado e preservação que tanto precisa nosso meio ambiente.

A Bióloga e professora alegretense atua nas redes municipais e estadual em escolas na comunidade de Guaraná, no município de Aracruz- Espírito Santo.

E o seu trabalho desde que iniciou a dar aula, em 2005, já foi reconhecido pelas Secretarias estadual e municipal de educação daquele Estado. Marne recebeu prêmios por seus projetos como professora de Ciências e Biologia na escola estadual professor Aparício Alvarenga, no distrito de Guaraná em Aracruz. E também na educação infantil da rede municipal na mesma localidade.

O reconhecimento, como melhor professora do estado Capixaba em Biologia, veio com o desenvolvimento do projeto  Reflorestar: mudando conceitos transformando paisagens. O objetivo foi despertar na comunidade escolar e local o senso crítico para as questões ambientais.

Através de palestras, atividades de pesquisa e práticas, nesta fase, de acordo com Marne S Gavazza houve a recuperação de uma área de nascente degrada na comunidade de Guaraná.

-O trabalho começou em 2015 e estamos reflorestando até hoje, porque fizemos um viveiro com os 25 mil do prêmio à escola e plantamos sementes para gerar as mudas nativas ou frutíferas. E cita que plantaram angico vermelho, pau Brasil, jequitibá rosa, peroba, embaúba, cerejeira. cocô de quartzo, ipe e inga-feijão. Entre as frutíferas o Reflorestar colocou na terra: acerola, bananeira (essa plantada próximo à nascente para reter a água), outras espécies sugam a água e secam a nascente, jabuticada e pitanga. Importante as frutíferas para atrair os pássaros e ajudar a aumentar o reflorestamento.

E todos os alunos se envolveram no trabalho interdisciplinar com apoio da equipe gestora, diz Marne Soares que acredita que cuidar da natureza é o diferencial, porque sem ela nada faremos ou seremos, destaca. Em tudo dependemos da nossa mãe natureza, aponta.
O reflorestamento foi mais intenso nessa área de nascente que estava degradada, relata a entusiasmada professora alegretense, que com seu projeto esta ajudando a mudar a realidade com o plantio às margens do rio Araraquara e na escola da comunidade onde atua, naquele estado do Sudeste brasileiro.

Os 1º e 2º lugares de cada tema receberam uma televisão LED de 46 polegadas e as escolas receberam um valor em dinheiro. Para o projeto que foi premiado em primeiro lugar, a escola foi beneficiada com R$ 25 mil e R$ 20 mil para a unidade premiada em segundo lugar. Além disso, os demais participantes classificados receberam certificados.

Em dezembro de 2017 recebeu a placa honrosa por ser destaque no estado do Espírito Santo pelo projeto desenvolvido com a pré –escola ( 4 e 5 anos). O trabalho instigou as crianças a desenvolver o senso investigativo através do estudo de uma área verde na escola.

Nesse projeto, diz a professora, as crianças puderam explorar animais de jardim, antes e depois da retirada da vegetação, escolheram por afinidade as espécies que desejavam plantar, acompanharam cada fase do crescimento das plantas, estudo das propriedades nutricionais das mesmas, saboreando os cultivares na época de colheita, compostagem e reutilização de água para rega.

Durante o estudo se fez uso de conto e leitura de historias, da matemática e geometria (formas dos canteiros em triângulo, circulo, quadrado e retângulo), linguagem e escrita,desenho e produção de arte com tintas naturais extraídas dos vegetais coloca a professora. No final, diz que os pequenos alunos responderam a pergunta do projeto e realizaram um experimento de cromatografia para provar que a área verde não é somente verde, possui outras cores também.

Os prêmios são uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e tem como objetivo valorizar os profissionais que contribuem para um ensino público com cada vez mais qualidade, e que desenvolveram, dentro do ambiente escolar, experiências bem sucedidas.

Por: Vera Soares Pedroso

 


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