Do pandeiro ao cavaquinho, a trajetória do alegretense Pablo Arnout




Aos 30 anos, o alegretense Pablo Arnout comemora uma trajetória musical alicerçada no esforço, humildade e talento.

Com o nome artístico de Pablinho do cavaco, ele começou  a se arriscar na música aos 12 anos. Após ganhar um pandeiro da mãe Cristina, já saiu batucando com a galera do bairro.

Passado uns meses, o primo Eric que mora em Porto Alegre e tocava cavaquinho em grupos locais de lá, sempre estava presente nas festas de final de ano, era o parceiro de samba, onde Pablo tocava pandeiro e Eric cavaquinho.

Daí a paixão pelo instrumento pequenino de quatro cordas com um timbre magnífico aos ouvidos, conquistou de vez Pablinho.

Ganhou um livro com várias músicas cifradas para aprender a tocar. Pediu ao pai Elder um cavaquinho de presente.

Com o cavaco em mãos, foram dois suados anos de aulas para pegar a técnica. Seu primeiro grupo, o Chocolate Sensual e dali em diante não parou mais.

Grupos como o Fascinação, Top de Linha, Tudo AV, Sem Frescura, Climatizar, Nosso Stylo contaram com o talento do músico. Atualmente integra o Grupo A+, tocando em casas noturnas de Alegrete.

Pablinho se diz realizado. Nesta trajetória musical, teve a oportunidade de acompanhar como cavaquinista alguns renomados artistas em nível nacional.

Tocou com Ferrugem, Délcio Luiz,  André Marinho, Tiee, Samuca Leme( ex- Samba Livre), Thiaguinho Lisboa(ex- grupo VPC), Xandy Monteiro(The Voice Brasil), Gustavo Martins(ex-Samba Tri),Júnior Paixão, Juninho PC(ex- Pura Cadência). Com Juninho PC, Pablo teve a grata satisfação de fazer parte da banda É Fogo, que acompanha o artista em carreira solo.

“Fiz cavaco por um dia com os caras no show do Juninho”, comemora o alegretense.

Pablo também ostenta no currículo participações em shows de abertura de grandes grupos como: Pique Novo, Raça Negra, BokaLoka, Reinaldo “O Príncipe do Pagode”, Os Travessos, entre outros.

Em 2015 conseguiu realizar o sonho que era de tocar na banda da Saldanha, em Porto Alegre.

Recentemente participou no trio Mix Sertanejo na praça Getúlio Vargas, em comemoração ao aniversário da cidade de Alegrete. Com o grupo Nosso Stylo e uma participação especial com a cantora Aline Costiti, a nova revelação sertaneja da cidade.

Pablo pensa no futuro. Entre projetos, revela o desejo de abrir uma escola de música para cavaquinho, banjo, violão, cavaco/bandolim,  aonde possa passar conhecimentos adquiridos ao longo da carreira musical.

“Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar”, com um cavaco pra lá de afinado, Pablo canta o refrão da música Tá Escrito, do Grupo Revelação. Como um hino, Pablinho segue batalhando e trilhando o caminho do sucesso. Afinal, vida de música ele mesmo sabe como é:

“Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta, não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer

É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar”.

Por: Júlio Cesar Santos               Fotos: Acervo pessoal





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