Empresa denuncia Prefeitura por irregularidades na dedetização de posto de saúde


Depois de uma nota em que a assessoria da Prefeitura informava que três ESFs teriam atendimentos diferenciado devido à dedetização, houve o contraponto de uma empresa de dedetização. O questionamento dos empresários é muito direto, todos alegam que são licenciados junto à FEPAM e que  contam com um técnico responsável pelas aplicações, além de terem um depósito para os produtos que é devidamente fiscalizado e liberado mediante licença da FEPAM. O próprio veículo em que ocorre o transporte também passou por vistoria e foi licenciado junto ao órgão.

A pauta que foi incessantemente debatida é quanto a todas as licenças e normas que as empresas devem cumprir e que, nesse momento estão se vendo desamparadas pelos  órgãos que são os primeiros a cobrarem, neste caso, a Vigilância Sanitária do Município e a FEPAM.

“Maristela Áquilla, proprietária da empresa Águia Dourada, falou que as empresas não podem sair do estabelecimento comercial sem deixar um laudo assinado por um responsável técnico cadastrado junto ao conselho regional de química. Ainda necessitam da licença do Ibama. A empresária comenta que paga pelo aluguel de um depósito que fica à margem da BR 290, que sempre é fiscalizado, veículo devidamente licenciado, entre outros comprovantes de licenças e documentos obrigatórios. “Até não questiono a nota que saiu da secretaria do governo, onde o secretário Paulo Salbego pondera que esta medida foi tomada para contenção de gastos . Porém, em diversas passagens da nota de esclarecimento, não fica claro a questão das licenças. “Ainda sobre o mesmo questionamento, foi mencionado sobre licenças legais necessárias para atuação na execução dos serviços. O que se deve levar em consideração é que os serviços serão prestados por órgãos do município para também outros órgãos deste Poder Executivo, portanto não será prestado nenhum serviço de forma comercial, como é o caso da empresa contratada.”- destacou o secretário.” Isso quer dizer que a Prefeitura se exime de ter todas as licenças necessárias para este tipo de serviço?” .

 

Mas fica a indagação dos empresários: se for órgão da Prefeitura, pode tudo? Até mesmo o próprio agente que fiscaliza realizar o transporte do produto de forma irregular? Qual é o exemplo que os responsáveis estão dando? Como eles vão bater na porta da minha empresa e exigir tudo o que eu tenho devidamente comprovado? – são algumas das interrogações dos empresários.

A reportagem recebeu fotos de um funcionário que chegou num veículo oficial(Secretaria de Saúde). Ele tirou o recipiente do interior do carro que não tem nenhuma repartição como deveria ter. Entrou por cerca de 30 minutos,  fez a dedetização e saiu. Também não se sabe se ficou algum laudo técnico quanto aos produtos utilizados e quem foi o responsável.

“Por mais que as pessoas sejam capacitadas, é necessário que o técnico tenha uma licença junto aos órgãos responsáveis para esse tipo de aplicação. Caso seja um engenheiro agrônomo, por exemplo, precisa ter esse cadastro junto ao CREA”, disse Maristela.

A reportagem fez contato com a FEPAM e com prefeito em exercício, Márcio Amaral, para buscar uma posição sobre a situação exposta;  a Prefeitura explicando as razões da medida, contenção de despesas. E, por outro lado, a empresa  que denuncia irregularidades devido à falta de licenças e procedimentos inadequados na realização do serviço. Sem contar que a Vigilância Sanitária, o órgão fiscalizador, foi conivente com as irregularidades, pondera.

Até o momento desta postagem não havia retorno da Prefeitura.

 


Curta nossa Fan Page


Comentar com Facebook

3 comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *