Faixa amarela em rua da Vila Nova é alvo de protestos

A Rua João Benício, no Bairro Vila Nova, possui apenas duas quadras. Com o movimento que desce da General Sampaio, carros e transporte coletivo, a Secretaria de Segurança, Cidadania e Mobilidade Urbana incrementou uma pintura de faixa amarela em toda extensão da via em direção ao bairro.

A placa de proibido estacionar gerou uma série de reclamações. A reportagem do Portal Alegrete Tudo esteve no local na manhã desta sexta-feira (10). Muitos motoristas questionam a falta de um local para estacionar.

“Está difícil. Quando tu chega aqui, as vagas já estão ocupadas, daí se obriga a ficar dando volta na quadra até achar um espaço”, comentou um mecânico de 42 anos.

O fluxo de veículos aumenta conforme a demanda da Santa Casa de Caridade. Há poucas vagas em frente ao hospital, que oferece um estacionamento rotativo pago. Nas proximidades do hospital, as vagas estão lotadas e a rua João Benício, que era usada como refúgio dos motoristas, agora encolheu o número de área para estacionamento.

“Complicado. Viemos de Rosário do Sul visitar um parente que está hospitalizado. Sem lugar para deixar o carro, tivemos de pagar ali no estacionamento”, entrega um trabalhador autônomo de 37 anos, acompanhado de mais três familiares.

Uma moradora há mais de 30 anos, que reside na rua João Benício, acha um absurdo a proibição de estacionamento. “Parece coisa de cidade grande. Eles querem modernizar, mas não sabem fazer as coisas. Quando eu vejo um carro procurando vaga, já digo para o motorista deixar na entrada da minha garagem. Temos que facilitar a vida das pessoas, não dificultar”, descreve a senhora de 66 anos.

A rua é itinerário do transporte coletivo, duas linhas usam a João Benício, após descerem a Sampaio em direção à Vila Nova. Segundo o secretário Luciano Pereira, a placa de proibido estacionar foi para melhorar o fluxo no local.

De acordo com o secretário, com estacionamento nos dois lados da via, os ônibus tinham dificuldade de cruzar na via, causando por vezes congestionamento momentâneo.

 

O integrante da Associação de Moradores da Vila Nova, Denis Rodriguez questiona a falta de diálogo entre a secretaria, uma vez que afetou a vida de muitos e gerou reclamações de moradores. “Ninguém avisou, ou procurou a associação. Acredito que não foi uma mudança para melhorar. O pessoal está reclamando muito dessa faixa amarela”, rebate Rodriguez.

Um comerciante de 32 anos, que caminhava pela rua durante a reportagem foi questionado sobre a nova placa. “Eu tive de deixar o carro duas quadras daqui, para poder ir visitar minha mãe que está internada. Eu não vou pagar estacionamento. Parece que eles fazem tudo isso para o povo ter que pagar. Vou caminhando mas não uso estacionamento pago”, resignou-se o trabalhador.

Para o secretário Luciano Pereira, as ações foram tomadas para melhorar o trânsito no local. Já os motoristas desaprovam a nova medida, em função de que a maioria precisa de um local mais próximo ao hospital para estacionar. “Se tu vais fazer um exame, levar uma pessoa idosa fica ruim. Tem dias que tu só consegue estacionar mais de três quadras daqui”, protesta um motorista de 47 anos.

Com placas de proibido estacionar e pintura amarela no meio fio, ainda é possível ver motoristas estacionados nos locais demarcados.

Júlio Cesar Santos

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