Kati fotógrafa: a alegretense com olhar feminino sob todos os ângulos

A alegretense Katiuscia Oliveira, aos 29 anos é uma apaixonada por fotografia.

Quando criança imaginava poder captar todas aquelas imagens que via com um simples piscar de olhos, quando ia para o Polo da Conceição visitar a mãe ou a tia lá no Durasnal ficava admirando as belezas naturais do pampa gaúcho.

Saiu cedo de Alegrete, e admirava o trabalho do tio Alvarengue Oliveira, fotógrafo de profissão. Curiosa com aquelas câmeras que o tio já mais ousava deixar ela tocar.
Aos 20 anos, morando na cidade de Marau,  com o ex namorado, numa viagem ele deu de presente uma câmera simples, pois sabia do seu encantamento por fotografia.

Entre muitas fotos e testes, aos poucos, pessoas se interessaram pelas fotos e começaram os pedidos.

Mas segundo ela própria comenta, nem sabia direito o que estava fazendo. Ganhou um curso da Nikon, os clientes aumentaram, foi ganhando nome e reconhecimento.

“Tinha muita paixão envolvida, algo inexplicável. Até que larguei a faculdade de Engenharia Ambiental e decidi que era aquilo que eu queria, ser Fotógrafa”, revela Katiuscia ou Kati como os clientes a chamam.

A demanda aumentou, e ela comprou um equipamento melhor com a ajuda e apoio do ex, que sempre viu o talento e futuro da Kati.

Hoje, a arte de fotografar faz um bem danado a alegretense que desde cedo teve incentivo daqueles que viram o talento em cada clique.

Entre cursos, workshop e parcerias preencheram aquilo que era sonhado e idealizado desde os campos na Conceição e  Durasnal.
Até que em umas férias em Alegrete, a mãe indagou: – Não vai investir em Alegrete, fazer fotos aqui?
Ela respondeu que não. Alegou que já havia muitos fotógrafos aqui e o trabalho dela não interessaria as pessoas daqui.

A resposta veio em dezenas de pedidos. Ensaios com conhecidos, e começou uma enxurrada de pedidos que até hoje superlotam sua agenda.

O reconhecimento só aumentava. Feliz que as pessoas paravam ela na rua para elogiar, querendo saber mais dos trabalhos dela. “Eu nem imaginava o o tamanho daquilo tudo”, entrega a loira entre um sorriso e outro.

Um momento memorável deixa a alegretense realizada. Após uma entrega de material, Kati passou pelo Quiosque e foi elogiada pela renomada fotógrafa Fátima Marcanth.

“Meu Deus, então veio o elogio, e me ajoelhei frente a ela agradecendo, emocionada sai correndo, e ao chegar em casa acordei a mãe, feliz da vida, chorando que tinha sido elogiada pela mulher que admirava tanto”, relembra com carinho.

Kati deixou Alegrete no final de 2016, resolveu seguir para Porto Alegre, quer evoluir, aprender, e expandir sua paixão em fotografar.

“Quero me especializar em ensaios femininos, pois evolui muito como pessoa depois que comecei a perceber tantas  histórias de vida, e aprendo a cada dia com a vivência delas”, comenta a profissional.

A mãe sempre foi sua inspiração, após vê-la com depressão e passar por redução bariátrica, precisava dar um up na auto-estima. Fez um ensaio com a mãe e o resultado foi além do esperado.

“Sempre que a visitava fazia o acompanhamento dela, e notei o quanto a motivou, via ela feliz recebendo elogios e se gostando”, relata.
Foi daí que Kati se dedicou mais a cada cliente, um tempo para conhecê-las, deixar contar suas histórias, dramas, decepções, vitórias, e sonhos.
Tirava da rotina, mãe, do lar, e só. Oportunizar um dia especial, só dela. Produzidas e deixar ela ser o que quiser.
“Sento, troco uma ideia e percebo o que cada uma deseja, e pensamos juntas as possibilidades de lugares para realizar as fotos que tenham a identidade delas.

A diferença no trabalho da profissional se deve a esse diálogo. Sair da velha rotina de fotos no Parque de exposição, nos Aguateiros e sim explorar a cidade, mas pensando nas características de cada uma.

“A minha foto não tem nada demais. Não encho de efeitos, photoshop, firulas e super produções. Escolhi assim, simples, clara, mas verdadeira, contando uma história. Poucos sabem admirar e ver , elas contam muito, por que apenas eu e elas sabemos de cada história, e isso faz com que a foto seja marcante na vida de cada uma” diz Kati.

Grata pelo reconhecimento que hoje recebe na terra natal. Está sempre recebendo força e elogios de pessoas que muitas vezes não conhece, mas estão ali presentes e seguem seu trabalho.

“Não tem dinheiro que pague isso, a força de cada um, tenho imensa gratidão”.

Apaixonada pelo que faz, largou faculdade, casamento, para viver isso. Fica emocionada com cada ensaio, ao ver em um click aquela mulher fantástica que existe e nem ela sabia, ou se permitiria.

Por: Júlio Cesar Santos                    Fotos: Arquivo pessoal





Curta nossa Fan Page





Comentar com Facebook

2 comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *