Líder comunitário afirma: reintegrações de posse serão um caos social para 300 famílias




Na manhã de terça-feira(16), a reportagem foi procurada por Claudiomiro Rocha, integrante do Movimento Nacional da Luta por Moradia. Ele fez algumas ponderações com relação a proximidade das reintegrações de posse que estão agendadas para o final do mês, no bairro Saint Pastous.

Segundo Claudiomiro, Alegrete já tem um histórico quanta às invasões, isso é um problema que acontece há décadas pela falta de opções e de condições das pessoas conseguirem um lar.” Quase na sua totalidade as famílias que  estão neestes locais são homens e mulheres que não conseguiram manter o aluguel ou moravam de favor. Existem irregularidades, pessoas que usaram de má fé, isto é verídico, mas não é a maioria. São poucos casos” – destaca.

Claudimoro disse que o mais importante seria que o Executivo fizesse uma avaliação de todos os pontos e, para isso, teria que suspender as reintegrações. “A questão é muito mais grave do que se pode imaginar e as famílias estão apavoradas. Muitas apostaram tudo nas casas onde estão morando e se colocarem no chão, além de não terem para onde ir, vão ficar pagando uma dívida. A grande maioria conseguiu dinheiro emprestado ou fez empréstimo para a construção das casas. Isto está gerando um abalo emocional” -alerta.

Ele comentou que desde 2000 apenas 600 casas foram entregues pelo poder público, o que é um número muito pequeno diante da demanda. Conforme Rocha, há décadas ocorrem essas invasões e até então sempre foi possível um acordo com a Prefeitura. Neste caso, a necessidade é que haja condições de negociação para que os terrenos sejam pagos pelos ocupantes. ” A habitação nunca foi prioridade ” – argumenta.

O integrante do grupo salientou que em anos passados mesmo nas áreas que eram particulares houve a intervenção da Prefeitura para que as famílias pudessem ter um lar. Alegrete nunca teve uma ação de reintegração de posse, se isto acontecer vai ser a prcimeira vez em décadas.

” Tenho certeza que se o Executivo fizer uma avaliação de perto vai ter o entendimento do alcance social desse triste episodio.  Ainda temos a esperança que possa ser possível uma negociação” – pondera.

Ao total são nove áreas invadidas entre os bairros Saint Pastous, Vila Grande , Promorar, Maria do Carmo e Santos Dumond. Num total de no mínimo 300 famílias.

“Alegrete é o município de maior extensão territorial do RS e o grande problema está justamente na falta de terra para essas famílias” – conclui.

 





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1 Comentário

  • PAULO

    ALEGRETE se formou abaixo de INVASÃO. isto gerou esta falta total de infra estrutura. CHEGA DE INVASÃO. A cidade parece uma FAVELA. Mais respeito com que paga todos os impostos em dia e sofre pagando um terreno ou uma casa pronta. Se deixar isso continuar continuaremos um FAVELÃO… sem a mínima organização urbana. Todos tem direito a moradia digna mas não através deste método fora da lei. BASTA NESTE PAÍS AS INVASÕES DE TERRA E PROPRIEDADES PRIVADAS,orquestradas principalmente por movimentos baderneiros(MST) e tantos outros….

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