Muro construído no meio da calçada intriga moradores em Santa Maria




Estrutura serviria como “tapume” para construção de prédio

muro

Uma situação inusitada tem motivado vários telefonemas de moradores da Rua Venâncio Aires, no centro de Santa Maria, à redação do Diário e também à Ouvidoria da prefeitura. Trata-se de um muro, construído bem no meio da calçada, no trecho entre as ruas Appel e Visconde de Pelotas.

Instalada ao lado do Instituto Espírita Leocádio José Correia, a estrutura está pronta há uma semana. Ela estreitou muito o espaço da calçada. Para piorar, um trecho do passeio é quase intransitável. Tudo porque há um poste de concreto juntinho ao muro, tornando o espaço para caminhada ainda menor.

A reportagem do Diário esteve no local, nesta segunda-feira, para conversar com o responsável pela obra. Encontrou um canteiro de obras parado, sem placa indicando o nome do responsável pelo projeto ou da firma que fez a construção. Os moradores da região, porém, tinham muito a dizer.

– A gente estranha uma construção no meio da calçada, mas acredita que as pessoas fizeram tudo dentro da lei – disse Geny Almeida, 56 anos, cuja filha mora perto dali.

O empresário Rogério Copetti, 52 anos, relata que alguns clientes questionaram o que seria a obra.

– Eu mesmo achei estranho. Se fosse um terço da calçada não teria problema, mas a metade foi muito, pois causa transtornos aos transeuntes. Eventualmente, alguém vai ter que caminhar na rua – destaca.

Copetti ainda recorda que um vizinho, por curiosidade, questionou um dos pedreiros que afirmou: ¿o muro seria uma espécie de tapume, para um residencial que deve ficar pronto dentro de quatro anos¿.

A secretária de Regulação e Estruturação Urbana, Ângela Paulina Grandeaux Pisani, afirmou, por meio de nota enviada pela assessoria de comunicação da prefeitura, que o Setor de Fiscalização já notificou o responsável pela obra que avança sobre o passeio público.

Conforme o superintendente do setor, Tiago Candaten, fiscais entregaram nova notificação, que dá conhecimento ao proprietário de que o muro deve ser demolido. O prazo para derrubar a estrutura não foi informado. Caso a determinação seja descumprida, estão previstas multa e ações da procuradoria do município.

O Diário buscou localizar o responsável pela construção junto a prefeitura, sem sucesso.

Fonte: Diário de Santa Maria





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