Orçamento de 223 milhões para 2018 será 10% maior que o realizado neste ano




Considerando que o valor orçado para este ano é de 221 milhões, mas deve chegar somente a 200 milhões, segundo anúncio feito mês passado pela Prefeita Cleni Paz, os números para o ano que vem, se efetivados, representarão um aumento de mais de 10%.

O anúncio do orçamento de Alegrete para 2018 foi, no Salão Azul, na tarde ontem. No ano que vem serão 223 milhões, dois a mais do que está em execução.

Secretários, diretores e representantes de vereadores participaram da apresentação dos números, por Jeverson Paim Machado, diretor de orçamento.

O técnico explicou que este aumento se deve principalmente aos projetos de financiamento do PIMES- Badesul para compra de máquinas por parte da Secretaria de Infraestrutura.

O principal critério para montar o orçamento é o índice de 3,9% do Banco Central de desenvolvimento baseado nas receitas próprias de IPTU, ITR.

As transferências de valores do Governo Federal aos municípios é pactuado no final de cada exercício e não muda de um ano para outro, diz Jeverson, a não ser que sejam implantados serviços diferentes. Também é levado em conta o levantamento das Federações de Municípios – Famurs, da Secretaria da Fazenda para montar o orçamento.

O secretário de planejamento, Paulo Salbego comparou o orçamento a um cheque em branco, em que é preciso ter muito cuidado na hora de gastar, se referindo a cada secretaria e ao momento ainda indefinido e instável da economia do Brasil.

A Secretaria de Educação vai consumir 24% do orçamento e da saúde 22% em 2018. Para ajustar o da saúde foi necessário tirar de outras secretarias, como a de segurança que estava previsto, 1.77% e fechou em 1.24%. A economia começou pelo próprio Planejamento com um corte de 500 mil reais.

Como exemplo de austeridade foi citado o exemplo na Secretaria de infraestrutura. Com a redução de horas extras, em 10 meses houve uma economia de 120 mil reais.

Jeverson Machado disse que é preciso se atentar para primeiro usar os recursos próprios, depois os federais e por último os do Estado. “Nosso orçamento é enxuto, é preciso usar o bom senso neste ambiente macroeconômico instável”.

 





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1 Comentário

  • Arthur E

    Quanto desse valor será gasto com cargos de confiança que em sua maioria não servem para nada, se não pagarem promessas de campanha?
    Não adianta virar de PT para PP, não adianta anunciar um maior orçamento. O que de fato é necessário nenhuma gestão fará, nenhum dos senhores se comprometerá em enxugar os cargos, fazendo assim sobrar mais verba para investimentos na cidade e na população, que de retorno por hora só tem insegurança, péssima educação, péssima infraestrutura e o que está mediano tende a piorar.
    Além do mais, não seria sensato os senhores proporem uma redução salarial, tanto no legislativo quanto no executivo? Será que os seus trabalhos valem tudo isso?
    (Antes que o portal pense em censurar o meu comentário, vale lembrar de sua matéria do dia 25 de Julho de 2015, de título “Mais de 50% do orçamento de Alegrete está comprometido com a folha de pagamento”).

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