Polícia descarta hipótese de suicídio em morte de menino de 7 anos em Pelotas




Caso passa a ser considerado homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Morte ocorreu no último domingo (6), quando Alexandre Rosa Farias brincava com uma espingarda calibre 28.

A morte de um menino de 7 anos por um tiro acidental passou a ser tratada como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. O caso ocorreu no último domingo (6), quando o Alexandre Rosa Farias brincava com uma espingarda calibre 28 em Pelotas, no Sul do estado.

Conforme o delegado Felix Rafahim, o tio da criança, de 13 anos, prestou depoimento na terça-feira (8) e detalhou o que teria acontecido. Ele explicou que o disparo foi acidental, quando ele tentava tirar a arma das mãos da criança.

A morte ocorreu na casa de um outro tio, de 20 anos, dono da arma, que era roubada. Conforme o delegado, o procedimento vai ser encaminhado para o Juizado da Infância e Juventude, que vai definir quem será responsabilizado.

Menino achou arma na casa do tio em Pelotas (Foto: Reprodução/RBS TV)

Menino achou arma na casa do tio em Pelotas (Foto: Reprodução/RBS TV)

Irmã de menino morreu atingida por bala perdida

O menino era irmão de Kemyli Rosa Farias, morta há duas semanas vÍima de uma bala perdida. A menina foi atingida no peito quando brincava no pátio de casa com a mãe e os irmãos.

Depois da morte da menina, a família se mudou do Loteamento Mauá, no Bairro Simões Lopes. para o bairro Getúlio Vargas, na cidade. A ideia dos pais era dar mais segurança aos quatro filhos.

Na tarde de domingo (6), Alexandre saiu para brincar na casa do tio, a uns 60 metros da residência da família. Ele teria encontrado a arma no quarto do rapaz, de 20 anos.

Segundo relato da família, o garoto disparou acidentalmente enquanto manuseava a arma. O tiro atingiu a cabeça dele.

“Ele que mexeu, ele que foi ali, e foi ver de curioso, né? Curiosidade de criança. Eu nunca imaginei que lá dentro ia ter uma arma e que aconteceria com meu filho”, relata mãe Tauana Farias. “A gente nunca imaginava. Fui pra lá pra ter um pouco de paz e aconteceu o que aconteceu”, desabafa.

“Tudo de novo. Perdi mais um. A gente enterrou a Kemily, de cinco anos, agora o Alexandre, de sete anos. Eu, pelo menos, estou sem rumo, não sei o que eu faço“, lamenta a mãe.

Fonte: G1





Curta nossa Fan Page





Comentar com Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *