Policiamento comunitário, uma experiência bem sucedida nos bairros de Alegrete

A violência se alastra e se manifesta de formas diferente em todas as regiões da cidade. Esse quadro provoca insegurança e deixa a população apreensiva. A Brigada Militar é um dos esteios que está sempre presente no combate a toda essa crescente criminalidade. E, diante desses novos desafios implantou há dois anos, o Policiamento Comunitário em Alegrete.

Este modelo foi pesquisado e trazido pelo então vereador José Paulo Alvarenga, no ano de 2014. Depois de muitas reuniões e tratativas o projeto foi aceito pela administração municipal, à época, e implantado no mês de outubro daquele ano.

Neste período, o policiamento se destacou entre as comunidade dos dois núcleos, Cidade Alta e Zona Leste. O PAT fez uma entrevista com o responsável pelos dois núcleos, Sargento Figueira, e os dois soldados que estão no policiamento desde o início.

Para o responsável, neste período ocorreram inúmeros avanços. O Sargento comenta que as estatísticas mostram a diminuição, porém a criminalidade é um problema antigo e complexo e ainda não há condições de aniquilar. Ele fala, ainda, que hoje o policiamento nesse formato é indispensável, pois as pessoas passaram a aproximar-se mais e confiar, a ponto de levar informações que auxiliam na realização de planos de trabalho.

“Com este tipo de policiamento a comunidade só tem a ganhar, pois temos mais liberdade de aproximação com a população que passa a nos conhecer e confiar em nosso trabalho”.- destaca.

Outro fator importante é que os bairros beneficiados com o programa passaram a ter uma guarnição e viatura específicas para o policiamento dando maior abrangência e saturamento dá área policiada.
Questionado sobre a avaliação na atualidade do policiamento, o responsável enfatizou que a Brigada Militar deu um salto enorme ao trazer este modo de policiamento para o interior, por tratar-se de algo diferenciado e, hoje, é reconhecido ao modelo das regiões mais desenvolvidas já beneficiadas há muitos anos.
Durante a entrevista foi falado também sobre as mudanças, de policiais, que ocorreram nestes anos e se isto poderia ter afetado a identidade do Projeto. O sargento foi enfático e disse que não. Pois o espírito Comunitário já faz parte e está intrínseco nos membros do grupo que é coeso e dedicado à causa e função Comunitária. “Embora tenhamos que apoiar outras áreas de policiamento em diversos momentos, o nome Comunitário sempre estará conosco, graças também ao reconhecimento dá imprensa como o Portal, nosso leal parceiro” – destaca.
Sobre os PMs que estão no núcleo desde a implantação, o responsável salientou a importância da referência dos soldados Sandro e Clímaco. “Sem dúvida estes militares têm enorme peso no grupo Comunitário pois suas experiências de cerca de 2 anos e meio nos dão suporte para realização de todo o serviço especializado de aproximação da polícia com a comunidade beneficiada” – conclui.

Para o soldado Clímaco este contato tem sido fundamental para a resolução de diversos crimes. Apesar do período e do constante contato com a comunidade, ainda, há em alguns pontos restrições, mas a evolução positiva fez com que as pessoas também se aproximassem da polícia e isto trás benefício para ambos.

“As pessoas destacam que se sentem mais seguras e que, principalmente, no verão ficam em frente as suas casas tomando chimarrão e conversando porque sabem que logo uma viatura vai passar” – citou.

Muitas denúncias foram feitas pela comunidade que identifica os autores de delitos e informa através do 190. Toda a região da Zona Leste de abrangência do núcleo é uma área em que os policiais dominam muito, o que auxilia no momento das ocorrências. Tem muitas ocorrências que o fato da guarnição chegar no endereço e mediar no diálogo, muitos conflitos são resolvidos. O trabalho junto  às escolas é uma das referências que está somando positivamente na prevenção de vários delitos, um deles o consumo e tráfico de drogas. Clímaco é natural de Alegrete  e há mais de 9 anos faz parte da Brigada Militar.

Já o soldado Sandro enumerou que a confiança da comunidade em toda a região em que ele trabalha é evidente.”Eles perderam o receio do policial e hoje percebem que somos muito mais que repreensor dos bandidos e sim um aliado das pessoas do bem”- descreve.

Segundo o soldado as pessoas ligam para o 190 e pedem pelo policiamento devido  à confiança no trabalho realizado pelas guarnições. Um dos destaques foi o Porto dos aguateiros que na atualidade é um ponto revitalizado e com o início do núcleo conseguiu acabar com o tráfico e consumo de drogas naquele local. Isto, segundo ele, contou com o apoio do GOE e da sessão de inteligência da BM.

Sandro está há mais de 10 anos na Brigada Militar e é alegretense. O núcleo é composto por oito policiais que são referências em suas comunidades. São dois núcleos que correspondem a quatro policiais em cada.

No ano de 2016 foram 299 ocorrências atendidas pelo policiamento Comunitário Zona Leste e 399 atendidas pelo comunitário Cidade Alta. Entre elas se destacam furtos, agressões, Maria da Penha, roubos e averiguações.

 





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1 Comentário

  • xer

    È sim muito importante esse projeto! Nosso bairro aqui na zona leste melhorou muito e os policiais são sempre solícitos em atender a população! é de fato um projeto que sempre deve ter apoio!

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