Post do PAT sobre consumo de álcool provoca reação de mulheres




A postagem sobre o aumento do consumo de álcool entre mulheres em Alegrete, conforme atendimentos do SAMU e UPA, provocou uma enorme repercussão na cidade.

Algumas manifestações raivosas, outras bem humoradas e outras nem sabiam bem do que se tratava, também entraram no movimento “pró-trago”. E houve aqueles e aquelas que por terem interesse em vender bebida, já programaram até festa para “protestar”.

A visão feminista de algumas apontou que o tema foi abordado de forma machista.De maneira alguma a ideia foi discriminar mulheres que bebem. Nosso alvo, quando definimos essa pauta era, principalmente, o público menor de idade. Esse que está muito vulnerável a todos os apelos à iniciação para começar muito cedo a consumir álcool(ver texto publicado ontem).

Mas, pela enorme repercussão e opinião das mulheres, ficou demonstrado que realmente elas estão consumindo, assumidamente, bebida alcoólica. Para muitas é uma questão de gênero, até porque a população feminina de Alegrete é a metade da população do Município, hoje de pouco mais de 79 mil habitantes . Outra constatação é o número de adolescentes que consomem bebidas na cidade.

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O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Alegrete, realiza campanhas de prevenção à violência e o consumo de bebidas entre menores.

No conteúdo da reportarem, em momento algum foi afirmado que as mulheres bebem mais que os homens. O relato das fontes citadas, UPA e SAMU, confirma que a  incidência feminina cresceu, significativamente, em casos associados à ingestão de bebida alcoólica no último ano.

Então, não procede a afirmação de que a publicação carecia de fundamentação. E, não bastasse o relato dessas duas fontes, a mais visível e inquestionável: o número de adolescentes bêbadas em festas, casas noturnas e junções. Por inúmeras vezes os órgãos de proteção a crianças e adolescentes são acionados para mediar situações envolvendo menores ingerindo bebida. 

Se, mulheres adultas que consomem bebida, moderadamente, e não se enquadram nos números que aumentaram os casos registrados pelas nossas duas fontes, se sentiram ofendidas e vilipendiadas em sua honra, nossos sinceros pedidos de desculpa.

A propósito: se a abordagem fizesse referência ao aumento do consumo de bebida entre os homens, haveria reação? E se o tema envolvesse o aumento de dependentes químicos, haveria manifestação de usuários consumindo drogas? Ou se o tema fosse o aumento de gravidez na adolescência, haveria algum protesto? Todas essas situações, e outras tantas, também são verdadeiras.

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As imagens são da manifestação que aconteceu no início da noite(10), no Posto Praça Nova.





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5 comentários

  • Olá, sou o Pedro, conhecido como Pedro do Alegrete
    referente a esse assunto, não sou a favor nem contra, pelo contrário.

  • Lenir Marinho

    Nao vi conotacao machista na materia e os jovens ai bebem muito mesmo o que e uma pena,porque sao talentos que se perdem!

  • Pedro

    Bebem. Bebem muito. Conforme as fontes ja consultadas. Queriam igualdade com os homens. Estão se igualando nos maus hábitos também. Parabéns.

  • Ana

    Agora entendi porque elas não entenderam que o foco eram os menores que consomem bebida alcoólica nas noites da cidade. Vocês entenderam o porquê?

  • marcos

    O problema no Brasil é que o governo banca o custeio do SUS, indiretamente nós sociedade ativa trabalhadores bancamos os indices alarmantes e crescentes de acidentes relacionados a bebida, portanto, quem tem bom plano de saude tdo bem em certo ponto, mas e quem não tem e depende do SUS, quem banca o custo de um acidentado???? é de se preocupar mesmo o crescente indice de mulheres bafo de onça na cidade, cachaçeiras, bebadas.

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