Prefeitura retira da Câmara Projeto da Confraria da Praça Nova




O Projeto de Lei que trata da criação de um espaço de convivência, a PL110/201, foi retirado do Legislativo Municipal, apedido do Executivo. Conforme informações, está dentro dos regramentos municipais.

O Projeto de Lei que  trata da criação de um espaço de convivência, devidamente  mobiliado e ornamentado de materiais vegetais, proposto pela Confraria Nova , é de autoria da Administraçã anterior, cujo mandato terminou final do ano de 2016.

confraria1

Este projeto não está mais em pauta no Plenário da Câmara de Vereadores da cidade de Alegrete. Foi retirado por determinaçao do Executivo.

“O clamor continua ou a atual administradora dá como encerrada tal proposta da Confraria da Praça Nova. O interessante  é que nenhum movimento ou manifestação  se deu neste intervalo por parte de agentes políticos partidários e nem de  vereadores de quaisquer  partidos se posicionando publicamente contrários ao Projeto. A pergunta fica : por quem o Executivo está sendo pautado para tomar tal decisão?” – comenta um dos integrantes.

Talvez ainda falte conhecimento sobre o Projeto e /ou compreender de forma mais clara qual o objetivo e de que forma pode auxiliar a população.

Neste momento em que vivemos, neste mundo de tantas agressões e desconsiderações humanitárias, onde a civilização humana perde o afeto e amor por seus semelhantes, surge um grupo preocupado em juntar os frágeis pedaços das relações desconfortáveis de um povo já desesperançoso  e sem nenhum crédito nos poderes constituídos, propondo a criação  de um espaço de convivência, sem nenhum ônus à Prefeitura Municipal de Alegrete,  descreve José Ascânio Vilaverde.
Os confrades destacam que não vão desistir do projeto e aguardam o Poder Executivo convidá-los para dar alguma satisfação ou entrarem num acordo, para dar a palavra final e a forma legal, desconsiderando a outra administração por julgar que essa encaminhou o processo de forma errônea.
“Se tudo isto é fruto de nossa imaginação, poderemos, em último recurso administrativo, encaminhar um outro Projeto de Lei através de um vereador como autor e recomeçamos tudo de novo.” – finaliza.

Em contato com a Prefeita Cleni Paz, foi enviada a seguinte nota:

Importante esclarecer que solicitei a retirada do PL 110/2016, que desafeta área localizada dentro do Perímetro da Praça General Osório, mais conhecida como Praça Nova, por duas razões. A primeira, por um entendimento de que precisamos rever a forma que estamos tratando nossas praças nos últimos anos. A construção de edificações, a colocação de estátuas ou qualquer outra estrutura que venha a diminuir o espaço utilizado pela comunidade ou atrapalhar a livre circulação de pessoas nas praças de nossa cidade, deve ser precedida de uma análise técnica. Neste sentido, também entendemos que mesmo a louvável iniciativa de um grupo de pessoas de doar projeto e material para construção de um Pergolado com churrasqueira não pode prosperar, nos termos do projeto que foi apresentado, uma vez que a Praça Nova ficaria ainda mais descaracterizada do que está atualmente. De maneira alguma queremos desestimular que o cidadão invista em áreas públicas, sugira melhorias e projetos que qualifiquem nossas praças ou parques. Mas temos que ter critérios para saber que tipo de estrutura cada local pode abrigar.

 





Curta nossa Fan Page





Comentar com Facebook

9 comentários

  • Joel taborda

    Reconheço que não tinha conhecimento do projeto citado, mas considero que os argumentos citados pela administração são plausíveis.

  • MARI

    ACHO BOA A IDEIA DAS PESSOAS QUE QUERIAM FAZER A CONFRARIA NA PRAÇA , MAS TAMBÉM CONCORDO COM A PREFEITA QUANDO ELA DIZ QUE A PRAÇA ESTÁ DESCARACTERIZADA , PARA ISSO BASTA OLHARMOS PARA AS BANCAS DE CAMELÔ , QUE TOMAM BOA PARTE DO ESPAÇO . SERÁ QUE JÁ NÃO ESTÁ NA HORA DOS CAMELÔS TEREM UM ESPAÇO MAIS DIGNO PARA TRABALHAR ? FICA A DICA.

  • CARLOS ANDRÉ

    Até que enfim. Espaço público é da coletividade, principalmente os verdes. Querem confraternizar com os amigos, aluguem um salão ou façam nas suas casas.

  • Pedroso

    É isso ai! E quem garante que o espaço seria mesmo público? será que os confrades não iriam monopolizar o espaço pelo fato de eles mesmos terem construido e não deixarem a população usufruir do mesmo?

  • Sérgio Cleiser Aguilar Dias

    Um espaço de uso público, tem que ouvir, primeiro, a opinião pública… Não é admissível que um pequeno grupo de pessoas interessadas em promover crurrasqueadas, torneios de futebol, festas com confrades daquela área (apenas), bebidas alcoólicas, fogo em praça pública (churrasqueira) tenham acesso a um bem público, sem ouvir o contribuinte, o usuário, o eleitor… Somente a Administração pública e a Câmara de Vereadores não podem resolver isto, sem a peresença do público em plenário!!!

  • Jairo

    Mas vao trabalhar para trazer empregos pra essa cidade que esta estagnada no tempo não tem emprego e os vereadores só converrando fiado.

  • Andreia

    Além da descaracterização da praça, o projeto não beneficiaria a população e sim somente ao grupo da própria confraria , pois jamais a população teria acesso, isto é uma realidade também a ser analisada, embora os articuladores do projeto não admitam isto, mas é o que com certeza acontecerá , acredito mesmo que deve ser muito bem analisada!!!!!! Parabenizo a atual gestão pelo feito.

  • José Ascanio Vilaverde Moura

    ONDE NÓS ERRAMOS? QUAL A FALHA TÉCNICA POR NÓS COMETIDA?
    Se nada vai nos atrapalhar, continuaremos a fazer o nosso churrasco na Praça Nova, o que há 15 anos viemos costumeiramente realizando. Estão tentando coibir a execução de um espaço de lazer dentro de um modelo ordenado e de qualidade. A obra, como mostra o projeto executado por um urbanista alegretense que teve todo o cuidado de usar na sua totalidade materiais vegetais, não caracteriza uma obra de estrutura física de solidez permanente. A proposta seriam varas de eucalipto tratada, com piso em pó de brita, totalmente permeável. Não agride o cenário paisagístico , somente inclui um ambiente de convívio com o propósito de integração e não interrompe a circulação interna da Praça. Aguardamos um laudo técnico, não um parecer, pois parecer é executado por pessoas sem atribuição, embora até podendo possuí-la. Temos ansiedade por um Laudo Técnico, onde aponte em seu Memorial Descritivo os nossos erros de avaliação, partindo da premissa que seja de um responsável técnico com atribuições legais, acompanhado de Anotações de Responsabilidade Técnica, registrada em seu Conselho profissional, conforme o que nos foi exigido no processo protocolado pela Confraria junto ao organismo municipal e que, nos autos do processo, está inserido. Sendo assim, aguardamos por parte da Prefeitura um laudo técnico, contestando as irregularidades , assinado por um profissional devidamente registrado num dos Conselhos Federais, tanto da Engenharia ou Arquitetura, pois é o que estabelece a Lei Federal 5194 de 24 de dezembro de 1966. Somente através de posse deste laudo, a Confraria pode , em comum acordo com a Prefeitura , mitigar as irregularidades. Quando se abordarem assuntos técnicos de atribuição profissional, cabe a quem a tem, caso contrário não têm conotações de fidedignidade. Agora, se o jogo é somente político, declinamos da nossa iniciativa .Este é o meu parecer junto à Confraria.

  • José Ascanio Vilaverde Moura

    ONDE NÓS ERRAMOS? QUAL A FALHA TÉCNICA POR NÓS COMETIDA?

    Se nada vai nos atrapalhar, continuaremos a fazer o nosso churrasco na Praça Nova, o que há 15 anos viemos costumeiramente realizando. Estão tentando coibir a execução de um espaço de lazer dentro de um modelo ordenado e de qualidade. A obra, como mostra o projeto executado por um urbanista alegretense que teve todo o cuidado de usar na sua totalidade materiais vegetais, não caracteriza uma obra de estrutura física de solidez permanente. A proposta seriam varas de eucalipto tratada, com piso em pó de brita, totalmente permeável. Não agride o cenário paisagístico , somente inclui um ambiente de convívio com o propósito de integração e não interrompe a circulação interna da Praça. Aguardamos um laudo técnico, não um parecer, pois parecer é executado por pessoas sem atribuição, embora até podendo possuí-la. Temos ansiedade por um Laudo Técnico, onde aponte em seu Memorial Descritivo os nossos erros de avaliação, partindo da premissa que seja de um responsável técnico com atribuições legais, acompanhado de Anotações de Responsabilidade Técnica, registrada em seu Conselho profissional, conforme o que nos foi exigido no processo protocolado pela Confraria junto ao organismo municipal e que, nos autos do processo, está inserido. Sendo assim, aguardamos por parte da Prefeitura um laudo técnico, contestando as irregularidades , assinado por um profissional devidamente registrado num dos Conselhos Federais, tanto da Engenharia ou Arquitetura, pois é o que estabelece a Lei Federal 5194 de 24 de dezembro de 1966. Somente através de posse deste laudo, a Confraria pode , em comum acordo com a Prefeitura , mitigar as irregularidades. Quando se abordarem assuntos técnicos de atribuição profissional, cabe a quem a tem, caso contrário não têm conotações de fidedignidade. Agora, se o jogo é somente político, declinamos da nossa iniciativa .Este é o meu parecer junto à Confraria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *