A enchente que mais desabrigou familias é a que mais despertou solidariedade na população

Na última atualização dos dados referente à enchente que assolou Alegrete nesses últimos dias, um número ficou em evidência, o de pessoas atingidas. Foram, até o momento cadastradas 5.719, um número histórico no município. Deste total 1.894 famílias. Muitos estão em alojamentos da Prefeitura, outros em casas de familiares. Também há pessoas que ficaram em barracas e outras em veículos, um dos mais expressivos contingentes de desabrigados e desalojados, dos últimos tempos, superando consideravelmente os números da enchente de 2015, até então um dos registros referência, das últimas décadas. Naquele ano, conforme arquivos, o número foi de aproximadamente 1.200 pessoas, o nível do Rio Ibirapuitã, à época, teve o registro de 12,70m acima do normal. O ápice desta enchente foi no último dia 11 quando o nível do Ibirapuitã chegou a 13,70m.

Em contrapartida, o número de voluntários e as doações estão suprindo as necessidades dessas pessoas que estão fragilizadas neste momento. São dezenas de grupos, com centenas de voluntários que estão auxiliando na alimentação e apoiando a Defesa Civil em várias frentes. Os Bombeiros e o Exército de Alegrete também são indispensáveis e estão prestando um apoio grandioso. Em muitos momentos foram os Bombeiros e os voluntários que retiraram pessoas e animais da enchente nas madrugadas. Por medida de segurança, este ano, o Exercício está realizando um horário pré estabelecido que não inclui remoções depois da meia-noite, assim como a Defesa Civil. Essa medida foi devido ao risco para os voluntários.

Chegou na manhã de ontem uma Unidade móvel (carreta) da ADRA, organização da Igreja Adventista com capacidade de atender dezenas de pessoas diariamente com alimentação, lavanderia e apoio psicológico.

Também estão engajados nesta causa os guardas municipais e os policiais militares.

Nesta tarde(16), o nível do Ibirapuitã manteve o recuo e está

Flaviane Antolini Favero

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