A yogini alegretense que trabalhou em 18 países

A alegretense Mara Galvão é uma pessoa que desde que se formou em educação física, no Instituto Porto Alegre- IPA mudou a sua forma de ver e sentir o mundo. – Saí de Alegrete com 17 anos e depois da formatura trabalhei na capital, na academia do patrão e treinava na Sogipa- aeróbica de competição e fui campeã gaúcha e sul americana no Chile, em Vina del Mar.

E daí alçou voos mais altos e foi contratada para uma rede de resort francesa, Club Med no Rio de Janeiro- Rio das Pedras, em 1997, como professora de dança, alongamento na área de animação e esporte do resort. Em 1998 atuou na rede em Itaparica -Bahia.

Ao ser convidada para um estágio na Tunísia, em Tunis como coreógrafa abriu seu caminho para cruzar o mundo.

Na bagagem de vida morou em 18 países adquirindo uma experiência, que de acordo com ela é pura gratidão.

Mara foi contratada para chefe de animação e coreógrafa no México.
E ela também trabalhou na Indonésia, Malásia e Paris.

Retornou ao Brasil por dois anos e depois foi para Israel em 2006, o que pinça como uma das grandes experiências. -País maravilhoso, povo maravilhoso.
Conta que o contrato não durava mais que dois anos e as equipes eram modificadas, para não ficar com maus costumes e o serviço com baixa qualidade, coloca.

No Caribe foi show, inesquecível! Lá também passou medo, no meio da temporada veio furacão nas ilhas de Turks caicos. Um paraíso, mas teve que sair. Da América Central se mandou para a Ásia- na Índia em uma outra rede de hotéis indianos.
Lá diz que acabou tendo vivências de yoga, no meio de tanta confusão que é a Índia.  Cultura diferente, comida diferente, mas o povo único e acolhedor.

Mas acredita que a yoga sempre a acompanhou, bem antes destas andanças pelo mundo. – Quando fui morar na capital gaúcha me apaixonei pela comida, pelos mantras, as músicas, as roupas, as cores. E fiz muita aula em Porto e daí começou minha paixão.”
A vivência na sabedoria indiana a ensinou mais ainda a estar em paz onde estiver. E aproveitou e levou isso para onde foi, sem medo de vivenciar as mais diferentes culturas, destaca.

Mara afirma que conhecer outros países foi um dos presentes que agradece muito. – Não tem explicação outras culturas, comidas, músicas, danças e religiões. É fantástico trabalhar e passar por tantos lugares e saber que podemos estar em paz em qualquer parte”.

O yoga, diz a professora, é respeitar a ti mesmo. É cuidar de ti antes de tudo e de todos, é o despertar para vida se desafiando, caindo ou não. Mas sempre levando e vendo o positivo, o lado bom da experiência. Afinal, tudo passa, considera.

E o despertar da consciência que a vida passa e muito rápido e por isso se deve viver intensamente cada oportunidade, cada ser existente, a cada sol que nasce.
Da Índia foi para a Turquia -primeiro mundo, diz rindo. No país onde a vaca é sagrada não é fácil, por isso a yoga deixa as pessoas tão sábias ao ponto de aceitação. – Uma Mara antes da Índia e uma depois da Índia”.

Retornou ao Brasil e foi trabalhar em cumbuco na abertura do novo resort Vila Gale-português. Em Cumbuco no Rio de Janeiro, Club Med-Resort francês. E logo veio uma proposta de ir para Cuba.- País lindo, povo maravilhoso, outra aceitação de como se deve viver em um sistema de governo e na Índia como ter aceitação em um sistema cultural louco, experiências diz ser únicas. Aceitar, aceitar.”

-Viver como eles é muito bom para dar um grande valor no que sou, no que tenho é no que eu quero da vida.
Mara confessa: ” trouxe de toda essa experiência um grande amor pela vida e um grande respeito pelo caminho que percorri e venho percorrendo e tenho muito ainda a apreender, a viver de experiências nesta vida. Por isso tenho muita Gratidão afirma”.

E a mestre em Yoga retornou à sua cidade em 2013 e há três anos pratica yoga -Poder passar este estilo de vida na minha cidade, o Alegrete, é maravilhoso”, destaca.

Poder ensinar está linda filosofia de vida, de amor, de paz interior é muito bom. Sou feliz! Muito feliz, confirma.

Yoga para Mara é saber viver. É ficar mais saudável, jovem, feliz, porque compreendemos quem somos e o que viemos fazer nesta existência,salienta.

Vera Soares Pedroso

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