Abuso sexual em crianças e adolescentes só aumenta; a maior incidência é na Zona Leste

O aumento dos casos de abusos sexuais envolvendo crianças e adolescentes em Alegrete foi debatido exaustivamente nos últimos meses. Este ano, o Conselho Tutelar fez um trabalho muito intenso junto às famílias devido à demanda. Nesta semana o PAT esteve na sede do órgão para uma entrevista com os conselheiros. Foi confirmado que o problema é muito sério, principalmente porque os casos são relacionados a pessoas do convívio da vítima; pai, irmão, primo, padrastos. Quanto à questão dos sinais, eles descreveram que a autolesão é mais um modismo. A criança ou adolescente que sofre abuso, ela esconde as marcas, se isola, chora quando chegam perto do abusador, entre outras situações que denotam a drástica mudança no comportamento. O mais grave é a depressão.

Nos casos que há confirmação de abuso, a primeira medida é afastar a vítima de toda família. Ela recebe toda assistência psicológica e médica, o acolhimento necessário.

Os conselheiros alertam os pais e dizem que a grande preocupação é quanto às redes sociais. Os filhos não têm limite  e isso abre uma lacuna enorme para que o abusador se aproxime. Um exemplo são os pais que esquecem os filhos nas escolas, algo comum, segundo os conselheiros.

A falta de acompanhamento dos pais na escola é tanta que alguns alunos ficam meses se ir à escola. Eles argumentam que o diálogo é fundamental, pois a droga, no início é oferecida de forma gratuita. Quanto à fuga dos adolescentes, o Conselho não tem ingerência, os pais devem fazer o registro na Delegacia. Essa medida foi tomada principalmente depois de um caso em que os conselheiros estiveram numa casa pouco tempo antes de um assassinato. A Zona Leste é a região mais problemática, acompanhada do bairro Macedo, depois os demais.

Em relação às adolescentes grávidas, a incidência não aumentou, mas o número de casos de sífilis é preocupante nesta faixa etária(12 a 17 anos).

Diante de todos os questionamentos e demandas, o Conselho Tutelar criou uma cartilha. Nela estão todas as atribuições dos conselheiros. O trabalho é feito de forma muito intensa, assim como a busca por novos conhecimentos; os conselheiros estão sempre buscando aperfeiçoamento. Os cursos realizados são de um fundo destinado ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA).

Inicialmente foram disponibilizadas 2.500 tiragens da Cartilha. Mas quem quiser contribuir pode entrar em contato com o Conselho Tutelar.

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