Ações dos supermercados diminui carrinhos nas ruas, mas problema persiste

Talvez você já tenha se deparado com um carrinho de supermercado ao menos uma, duas quadras antes de chegar no estabelecimento comercial. Talvez você leitor já tenha visto, carrinhos servindo de lixeira e até sendo usado de gaiolas.

Pois é, a cena é corriqueira e está impregnada no cotidiano da cidade e é visível a presença de carrinhos dos supermercados espalhados por todos os cantos.

A média em três supermercados da região central é que desaparecem de 6 a 10 carros por semana. Porém, diversas ações estão sendo executadas pelas lojas da Peruzzo Venâncio Aires, Vivo da Joaquim Nabuco e Nacional Supermercados afim de coibir essa prática.

Da Peruzzo, o gerente Márcio Marchezan, criou uma planilha para contagem diária da frota de carrinhos. E baseada nessas anotações verificou-se que diminuiu drasticamente o extravio de carros. Mas, Marchezan ressalta que a conscientização está bem melhor que meses atrás. Um banner na entrada da loja despertou a atenção de clientes e colaboradores. O gerente destaca que foram disponibilizadas mais pessoas para recolher os carrinhos, tanto no estacionamento como nas adjacências da loja. “Os próprios clientes registram com fotos e nos ligam quando do extravio de carrinhos. E isso reflete na melhoria do atendimento”, avaliou Márcio.

Da Vivo Supermercados, o gerente Jeisson Lisboa, revela que numa menor proporção os carrinhos estão desaparecendo. Lisboa conta que já teve meses que a falta de carros comprometeu o atendimento na loja, mas atualmente tem se conseguido recuperar carros até quatro quadras longe da loja. Colaboradores buscam carrinhos espalhados ao redor da Vivo, todos os finais de turno. Uma ação interna foi o diferencial para o recolhimento. Uma estratégia da loja com orientações ao cliente, contribuiu de forma positiva para manutenção dos carrinhos na área do supermercados.

No Nacional, o problema dos carrinhos espalhados pelas proximidades é diário. O gerente Fabrício Doyll, revela que seguem sumindo carrinhos. A loja investiu em novos modelos de carros e os pequenos estão proibidos de sair dentro da loja. Já os maiores tem acesso livre para facilitar o transporte das compras e acabam quase a duas quadras da loja.

Por ser mais próximo ao centro comercial da cidade, o Nacional registra um número maior de carrinhos espalhados pelas ruas. O gerente colocou uma equipe se reveza na busca dos carros pelas ruas centrais.

O mau hábito de muitas pessoas tem gerado prejuízo para as empresas que afirmam não ter como coibir tais atitudes, devido ao grande fluxo de clientes nos estabelecimentos.

A situação que parece ser cultural no município, onde os supermercados registram uma rotatividade média de 2 mil clientes/dia, o esforço de trazer os carros para as lojas é feito diariamente. Alguns ficam extraviados e acabam não voltando para o lugar de onde não deveriam de ter saído.

Júlio Cesar Santos

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