Amoras ONG mostra, no Fórum, o exemplo de quem deu a volta por cima da violência


Já na entrada do Fórum, o toque do acolhimento às crianças de mulheres que participavam de uma palestra especial no Salão do Juri.

Com o espaço lotado, neste dia 15, a Amorasong dentro do projeto pé de amora foi realizado uma palestra no Fórum, com objetivo de mostrar a quem sofre que pode reagir, denunciar e começar sua mudança.

E o testemunhal veio da funcionária pública federal, Melissa Mafaldo, que depois de sentir na pele essa violência, conseguiu reagir, fez faculdade, estudou e passou em quatro concursos.

-Na época, há mais de 15 anos, eu sofria calada até por medo e por várias vezes perdoei e voltava, até que um dia decidi reagir.” Ela entende que quem está fortalecida deve estender a mão a outras mulheres que sofrem e, que por sua vez, precisam aprender a se fortalecer e se libertar. Dentre algumas frases que citou em sua fala ela diz. – Não tenha medo de ficar sozinha, Se ame em primeiro lugar. E quanto à Amora vê como um trabalho diferente que ajuda muito às que sofrem violência aqui na cidade.

A Amorasong surgiu há um ano, por iniciativa da Dentista Evelise Leonardi, que atende na ESF do bairro Saint Pastous.

Por sentir o drama e sofrimento de muitas mulheres que sofriam de violência doméstica, no bairro que trabalha, a dentista reuniu amigas para que fizessem algo diferente para ajudar. E assim surgiu a ONG.

Atualmente, 50 mulheres integram a Amoras que é um diferencial na busca do resgate da cidadania e empoderamento de mulheres vítimas de violência doméstica em Alegrete. Elas contam com a parceria da UERGs e realizam atividades na EMEB Waldemar Borges em que os alunos, conforme Ingrid Urbanetto, relatam dramas de violência doméstica. E, através de filmes e oficinas, a Amoras trabalha o tema com os estudantes.

A Amorasong  tem como madrinhas a juíza, Lilian Frazmann e Marta Narvaz.

As Amoras destacam que ao ouvir as mulheres vítimas de violência, percebem que elas sentem-se acolhidas com liberdade para desabafar.  E destacam, também, o trabalho da rede de saúde e promoção social do Município que ajuda nesse trabalho de libertação das mulheres vítimas de violência doméstica em Alegrete.

Durante o encontro desse dia 15 no Fórum, promovido pela Amorasong houve a divulgação de cursos do Centro Profissionalizante de Alegrete, no sentido de ajudar as mulheres a aprenderem um ofício, e aos poucos, conquistarem sua renda, o que também ajuda nesse empoderamento que vai levá-las à recuperação da sua auto estima.

A escolha do Fórum, também, teve um significado especial, porque ali normalmente as pessoas vão para ajuizar ações, olhar  processos ou participar de audiências, e com isso a ONG quis mostrar que o local também pode ser de acolhimento e ajuda.

Vera Soares Pedroso

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