Após boa atuação no Gre-Nal, Alan Patrick ganhará sequência no time titular

Mais que o placar favorável e a decisiva participação no Gre-Nal histórico do último domingo, vem do técnico Abel Braga o principal motivo para o meia Alan Patrick comemorar o feito realizado na Arena. O paulista de 22 anos ganhará, após 18 partidas como jogador do Inter e um gol marcado, uma sequência no time titular.

– Ele está pedindo passagem, e eu vou dar essa passagem a ele. Não dá mais para esperar. O Alan cresceu muito de produção – resumiu o treinador após a vitória por 2 a 1 no clássico 400.

Alan Patrick viveu seu segundo clássico no final de semana. O segundo, também, na Arena. Na primeira fase do Estadual, esteve em campo por apenas cinco minutos. Domingo, a situação – e atuação – foi diferente. Deixou o campo com a nítida certeza de que havia feito uma boa partida ao longo dos 45 minutos em que esteve em campo. A entrada de Alan Patrick na vaga de Jorge Henrique deu mobilidade e velocidade ao ataque do Inter. O time de Abel Braga dominou a etapa final, saiu do Humaitá com o placar de 2 a 1 e a vantagem de poder perder por até um gol de diferença no Beira-Rio, dia 13 de abril – desde que o placar seja inferior a 3 a 2 para o Grêmio.

– A importância desse jogo é brincadeira. Não consegui dormir, o cara fica na adrenalina do jogo. Todo jogo é assim, mas ainda mais domingo, depois de um Gre-Nal. Lembro que dormi por volta das 3h, acordei perto das 5h, sem sono – disse o meia à Zero Hora.

O camisa 19 comemora o bom momento no Inter. Vive novos ares desde que foi apresentado, em 9 de julho. O meia chegou ao Beira-Rio como um negócio de ocasião. O Shakhtar Donetsk aceitou o empréstimo do jogador quando Giovanni Luigi liberou Fred ao clube ucraniano. Desembarcou no Salgado Filho em meio à temporada, quando o técnico Dunga cobrava reforços da direção colorada, principalmente, para jogar ao lado de D’Alessandro. Patrick recebeu algumas oportunidades, o capitão do tetra foi demitido e a derrocada colorada no Brasileirão prejudicou uma possível sequência.

– Não fui um pedido do treinador. Eu sou um jogador ofensivo, e aquele momento foi complicado. As coisas não aconteciam. Às vezes, entrávamos retrancados. Graças a Deus, viramos a página – resume Alan Patrick, para, logo, emendar: – Abel sempre diz que não podemos esquecer (a temporada passada). A gente sempre toca nesta tecla, da dificuldade de 2013, para este ano ser diferente.

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