Bancários fazem protesto pela não privatização da Caixa em Alegrete

Em defesa da Caixa 100% pública, o Sindicato dos Bancários de Alegrete realiza nesta sexta-feira (15) o Dia Nacional de Luta da Caixa e reconhecimento aos trabalhadores.

A mobilização em frente à Unidade acontece desde às 8h. As manifestações são uma resposta aos recentes posicionamentos da nova diretoria, que deu início ao desmonte da instituição com a venda de ativos e promete privatizar as áreas mais rentáveis do banco ainda este ano.

Os movimentos contra a privatização da Caixa, por meio da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), levantam as seguintes bandeiras: em defesa da Caixa 100% pública; contra a venda das áreas mais lucrativas do banco; na defesa do seu papel social; contra as manobras que reduzam o lucro da Caixa; mais reconhecimento ao trabalho; por mais empregados já; fim do assédio moral na empresa.

Em Alegrete, os funcionários estão realizando a distribuição de panfletos e conversando com os alegretenses para que tenham conhecimento da situação.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Alegrete, Claudia Casarotto, falou que esse movimento em defesa dos bancos públicos acontece em todo país. ‘A Caixa é o único banco federal ainda 100% público’.- ponderou. 

O desmonte da Caixa

Desde que tomou posse, o novo presidente, Pedro Guimarães, vem colocando em prática seu cronograma de fatiamento da empresa, combinando a venda de ativos com maior liquidez e menos resistência política.

O processo tem início com a venda de participações que o banco detém ou gere em outras estatais. A finalidade dessa operação é enfraquecer a Caixa e torná-la cada vez mais deficitária, já que o fatiamento de ativos societários inclui a venda dos produtos e serviços mais rentáveis.

Ou seja, quanto mais rápido o lucro e menor resistência à sua venda, mais acelerada seguirá a privatização do banco. O processo, assim, visa tornar-se mais palatável e menos perceptível, sem confronto político com diversos setores da sociedade.

Segundo o Datafolha, 60% dos brasileiros rejeitam as privatizações. No entanto, a nova gestão do banco também promete passar ao mercado unidades rentáveis nas áreas de seguro (Caixa Seguradora), gestão de ativos, loterias e cartões. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) chama atenção para a privatização disfarçada, já que a Caixa tem um papel social insubstituível. “O desmonte terá consequências diretas para os empregados, mas também haverá reflexos para toda sociedade, na oferta da moradia e infraestrutura, no bem-estar dos trabalhadores e de toda população”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Com informações Brasil 247

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