Cadeirantes denunciam falta de acessibilidade nos ônibus do transporte público


Ser cadeirante por si só já é uma limitação a quem por acidente ou outros problemas precisa ficar com a mobilidade extremamente reduzida.

Além disso, os que moram em bairros enfrentam uma outra situação. A falta de transporte com mais frequência, porque as linhas estão reduzidas ou faltam mais ônibus adaptados para que possam se deslocar até o Centro.

Um que reclama é Assis Batista de Lima, do bairro Nilo Soares Gonçalves, há 18 anos é cadeirante. -Moro sozinho e preciso ir ao mercado, farmácia e quando tem ônibus, porque as linhas estão reduzidas ainda por cima não são adaptados. – A gente reclama e debocham de nós, considera o cadeirante de 50 anos.

Do mesmo bairro, Osmar Pires fala em tom de desabafo o desrespeito que passam. – Outro dia perdi uma consulta que estava agendada ha seis meses, porque não tinha ônibus adaptado e quando fui remarcar também não deu, pois já havia cadeirante no ônibus.

Outro que luta por esse direito é Paulo Ricardo, que sofreu uma acidente em uma rampa para cadeirante em um ônibus da Vaucher, em março deste ano, que desceu bruscamente com a cadeira e caiu, acabou quebrando a perna direita . Ele informa que depois de dois meses, já na cadeira de rodas, que ficou com a perna torta e esta semana, ao tentar vir ao Centro, de ônibus, quase que sofreu outro acidente em uma rampa com problema.

-Precisamos que alguém que reveja isso, porque existem muitas pessoas que precisam deste serviço aqui em Alegrete e não podemos correr o risco de acidentes, ou ficar refém das empresas de transporte coletivo, porque já somos limitados, e sofremos muito no dia a dia, alerta Osmar .

O presidente da Associação de Familiares, Amigos e Pessoas com Deficiência- AFAD Ruy Medeiros, disse inclusive que ja tentou audiência com Ministério Público para tratar sobre esta  questão. – A situação é difícil e preocupante, cadeirantes como eu passam muitas dificuldades em Alegrete por falta de transporte público. E muitos precisam se ariscar a andar pelas ruas ou simplesmente não poder ter acesso a serviços mais distantes de onde moram.

Ele informa que a empresa Vaucher deveria ter cinco carros adaptados e só dois funcionam os elevadores e um vive estragando. Já a Nogueira tem quatro ônibus com elevadores e, às vezes, só um funciona, conforme Ruy . Diz ainda que as empresas deveriam se ajustar, desde 2010 ao TAC- termo de ajuste de conduta em relação a este direito dos cadeirantes.

 Vera Soares Pedroso

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1 Comentário

  1. Mas quero que faça também uma reportagem sobre a precária situação que está os pneus dos ônibus da vaucher,tudo lixo,carrecas mesmo.vergonha.

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