Câmera de videomonitoramento estragada dificulta elucidação de crime pela Polícia Civil em Alegrete


A reportagem do Portal Alegrete Tudo foi até os policiais do Setor de Investigações da Polícia Civil, para saber o rumo das investigações, sobre a tentativa de assalto com disparos de arma de fogo, ocorrida no dia 1º de janeiro.

Uma empresária, de 38 anos, dona de uma casa noturna da cidade, teve o carro alvejado com quatro disparos, um deles acertou as costas da vítima.

A empresária passou por atendimento na Santa Casa  e o projétil foi retirado. O fato ocorreu praticamente, embaixo de uma câmera de monitoramento da Prefeitura localizada na Avenida Caverá.

Numa ação para identificar os autores do crime, a equipe de policiais civis trabalhou arduamente. Uma das tentativas, foi recorrer ao sistema de videomonitoramento.

No setor de câmeras, o trabalho da Civil não foi possível. Sem imagens, o local está desabastecido pelo sistema. Em março de 2015, um atropelamento resultou em óbito. O acidente vitimou um senhor, que morreu 13 dias, depois do fato. A família buscou incessantemente por justiça, já que o motorista fugiu do local. Sem funcionar naquela época, o aparelho não registrou o atropelamento.

Agora, em mais um caso que podia ser auxiliado, o sistema não ajudou. Segundo, um inspetor de polícia, a informação repassada pelo setor de videomonitoramento da secretaria é de que a câmera está inoperante.

Em reportagem que foi ao ar recentemente, o secretário de segurança,  cidadania e mobilidade urbana, Luciano Pereira informou que as 20 câmeras disponíveis, em ruas da cidade, estavam em pleno funcionamento. “Sempre que um órgão de segurança, como Delegacia de Policia Civil, Brigada Militar, ou familiares solicitarem por escrito, as imagens são disponibilizadas”, informou na entrevista.

Conforme apurado pela reportagem, todas imagens ficam arquivadas por 60 dias, na sala de videomonitoramento que funciona no Centro Administrativo Municipal. A importante ferramentaria existe para auxiliar a elucidação de crimes: assaltos, furtos, arrombamentos, acidentes em via pública e até crimes mais violentos, como assassinatos.

O sistema funciona permanente durante 24 horas. No local quatro colaboradores em sistema de rodízio realizam jornadas na sala, equipada com enormes monitores que captam imagens das câmaras espalhadas pelo perímetro urbano.

O certo é que, o videomonitoramento de imagens das 20 câmeras instaladas em pontos estratégicos de Alegrete, pouco tem colaborado na prevenção e auxílio na elucidação de crimes, infrações de trânsito e problemas envolvendo a mobilidade urbana da cidade. Pelos reiterados casos de crimes de toda ordem na cidade, muitos a poucos metros desses equipamentos, que nem a função inibidora de os infratores estarem sendo vigiados, também não está resultando em ferramenta de repressão.

Em contato com secretário de Segurança e Cidadania, Luciano Pereira,  ele confirmou que uma câmera das 20, não está funcionando. Porém por medida de segurança não iria divulgar qual localização.

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1 Comentário

  1. Pelo papel importante que tem essas câmeras deveriam passar por manutenção periódica, com certeza alguma empresa tercearizada ganhou a concorrência.

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