Comunidade do Mariano Pinto também se une contra fechamento da escola

Depois da mobilização da comunidade do Jacaraí contra o fechamento do polo educacional, agora também os pais e mães da EMEB Homero Alves Pereira (Polo do Mariano Pinto) estão se mobilizando na tentativa de impedir o encerramento das atividades naquele educandário.

Conforme o relato de uma mãe, a comunidade já está se organizando para falar diretamente com o prefeito Márcio Amaral para manifestar o desejo de que a escola permaneça em funcionamento. “Ninguém está conforme a favor do fechamento do polo e vamos lutar até o fim!”, afirma.

Ela relata que desde a reunião realizada com a Secretaria de Educação e Cultura na última segunda-feira (28), a comunidade está mobilizada para manter a escola. Uma reunião foi realizada no sábado (02) com o objetivo de articular as ações da comunidade nos próximos dias.

A comunidade escolar, que é muito unida, todos os anos realiza mutirão de limpeza, porque entendem a importância da escola para os filhos. Por isso a grande insatisfação com a possibilidade de fechamento da escola. “Não tem cabimento nossos filhos sairem quilômetros de distância no frio, na geada, tendo a escola aqui”, assevera. A proposta é de que os 27 alunos, a maioria entre 4 e 10 anos, segundo a mãe, sejam transferidos para o Polo do Angico, a pelo menos duas horas de viagem.

Pais realizam mutirão de limpeza no interior e exterior da escola.

Sobre a proposta de uso da escola para projetos de agricultura familiar, mãe afirma que é inviável. “Quem vai plantar em 4 hectares e quem vai comprar, se não tem gente pra isso? Só que mandem gente aqui para comprar. Ou vão mandar transporte pra levar esses produtos?”, questiona.

A mãe conta que os pais também encontraram apoio nos proprietários rurais, já que com as crianças na escola, os pais saem tranquilos para trabalhar nas propriedades da região. Ainda está prevista uma assembléia para o próximo dia 18/02, data em que mais uma vez Secretaria e comunidade irão se reunir para decidir o futuro da escola. “Vamos à rádio, à Câmara, na televisão, onde for. Não podemos ficar parados e só concordar com tudo. Vamos à luta!”, finaliza.

Andressa Benites

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