Da série pequenos gestos, grandes atitudes: alegretense precisa recomeçar a vida

Ter um problema de saúde(deficiência), algumas limitações, ter passado pelo grave problema relacionado ao alcoolismo muitas vezes faz com que as pessoas desistam de tentar seguir um caminho positivo.

Contudo, o alegretense, Jean Marco Bianchi, de 47 anos, está apostando num recomeço. Ele, que estava residindo em Santa Catariana retornou a Alegrete no início da semana. Na manhã de sexta-feira(17), procurou pelo PAT para pedir ajuda. Na sua única bagagem, o beneficiário, tem apenas os documentos. Ele destacou que por muitos anos sofreu com o alcoolismo e sobreviveu a um acidente, caiu numa escadaria e teve várias fraturas na perna direita e, mesmo com as cirurgias ficou com sequelas. Ele conseguiu o direito ao benefício há poucos dias e resolveu voltar para sua terra natal.

Em Chapecó ele residia em albergues até conseguir o benefício e tudo o que conseguiu depois, roupas, calçados e cobertas, foi furtado na rodoviária quando estava aguardando o ônibus para retornar a Alegrete.

“Cheguei aqui e fiquei na rua porque não tinha nada e tampouco para onde ir, foi então que eu soube de uma peça para alugar na rua General Vitorino, 271, ao lado de uma lancheria, em frente a loja Obino. Estou ali, mas o que recebo dá apenas para pagar o aluguel para não dormir na rua e uma pensão, preciso da ajuda e solidariedade dos alegretenses para conseguir roupas, calçados e cobertas. Além de uma cama, colchão e um fogão.” – comentou.

Jean ressaltou que iria continuar com as reuniões no CAPS para continuar o tratamento. Ele ainda falou de alguns familiares, porém, perdeu o contato e não tem a quem recorrer. A dona da peça emprestou um cobertor e um colchão(espuma), mas com o frio se aproximando o alegretense disse que as doações são a opção no primeiro momento. “Não sei da minha mãe e meu pai “me deu” quando eu tinha um ano. Mas a vida toda passei mais na rua. Só queria, agora, ter um local tranquilo pra ficar e dormir uma noite tranquila’- falou.

O alegretense não tem celular e a roupa é apenas a que estava no corpo. Se alguém quiser ajudar deve procurá-lo no endereço citado, no Centro. As refeições ele está fazendo junto ao CAPS.

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