Denúncias de maus tratos contra criança indígena mobiliza Conselho Tutelar


Com ano letivo diferenciado devido à cultura indígena, neste período, sempre há grupos acampados na Estação Rodoviária de Alegrete.  As famílias realizam artesanatos que são fonte de renda dos membros da tribo dos Kayngangs.

Contudo, uma cena gerou protesto de algumas pessoas, no centro de Alegrete, na tarde de ontem(9). Uma das crianças indígenas entrou num estabelecimento comercial chorando. A menina de aproximadamente 12 anos estaria com o rosto inchado e avermelhado, além de ter vestígios de sangue no nariz. Populares que estavam no local, imediatamente questionaram o motivo do choro, pois perceberam que ela havia sido agredida.

Muito envergonhada a menina teria dito que uma pessoa da tribo, tudo indica que a mãe, teria a agredido pois ela não estava vendendo o suficiente. A alegação seria de que a criança ficava muito tempo no mesmo lugar. O relato revoltou àqueles que estavam perto. O Conselho Tutelar foi acionado e imediatamente dois conselheiros se deslocaram até o endereço. Porém, com medo, a menina saiu do local antes que eles pudessem abordá-la. Os conselheiros, Maria Lemes e Luiz Carlos foram em vários locais na tentativa de localizar a menina, entretanto, ela não foi encontrada.

É importante que as pessoas denunciem qualquer situação de maus-tratos, tanto para Brigada Militar quanto para o Conselho Tutelar. O conselheiro, Luiz Carlos, falou que em casos de flagrante a BM deve ser acionada que imediatamente eles também são.

Nesta época do ano as famílias saem da cidade de origem onde fica a aldeia, em São Valentim, para realizarem a venda dos artesanatos. Os indígenas têm amparo legal que permite a venda dos artesanatos e a presença das crianças. Os produtos confeccionados pelos índios são oferecidos geralmente pelas crianças no comércio e entradas de supermercados.

Em fevereiro, durante entrevista com um conselheiro, ele falou que os indígenas deveriam ficar acampados numa área próxima à  APAE, no Parque Nehyta Ramos. Mas acabam optando pela Estação. À época, foi salientado que nas próximas temporadas eles deveriam que ficar neste outro local, contudo, as cenas do dia-a- dia são de vulnerabilidade e abandono.

Flaviane Favero

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4 Comentários

  1. Ontem na Peruzzo a menina pediu dinheiro pois queria comprar alimentos , meu esposo disse a ela que entrava e comprava ela não quiz disse que tinha que juntar . Ou seja ela tem que chegar com dinheiro junto aos pais , de certo modo acabam usando ela.

  2. Exploração infantil pode??? Cadê a infância destas crianças??? Quantas vezes estas crianças já me imploraram pra que eu comprasse estes artesanatos e eu não aceitei, pois não acho justo aquelas mulheres enormes sentadas nas beiradas das calçadas ordenando para que as crianças fossem vender e ponto final. Com chuva com frio elas andam com as crianças no relento, isso é muito injusto aqui onde estou acabou de acontecer este mesmo fato às 16:00 hs. Estes homens e mulheres comendo do bom e do melhor e estas crianças trabalhando estas crianças chegam na gente muitas vezes choram pra que a gente compre. Que isso gente??? Espero que seja tomada alguma providência pelas autoridades.

  3. Já disseram que está criança deve continuar vendendo os produtos pois é a cultura de seu povo, fato que eu discordo por eles não estarem em sua tribo. Certamente também e da cultura de seu povo espancar as criancinhas. E agora certamente isso vai morrer aqui nesta postagem infelizmente. Lugar de criança e na escola e na família e não trabalhando, pelo menos é o que diz o ECA.

  4. Espero que seja tomada as devidas providencias para essa menina, já à vi diversas vezes vendendo os seus produtos, e esse caso de agressão sofrida pela mãe já era conhecido. Certa vez eu estava em um ponto comercial no centro e ela chegou ofertando seu produto porém ninguém quis e ela saiu reclamando dizendo que precisava vender pois se não a sua mãe iria brigar com ela.

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