Depois de anos sem carnaval de rua, folia fora de época agita comunidades de Bagé e Cruz Alta

Moradores comemoraram a volta dos desfiles nas cidades. Para abrilhantar ainda mais os eventos, escolas de samba trouxeram integrantes do Rio de Janeiro para o carnaval gaúcho.

Dois municípios do Rio Grande do Sul que há anos não tinham carnaval de rua retomaram a folia em 2018, mas fora de época. Os desfiles em Bagé, na Região da Campanha, e Cruz Alta, no Noroeste do estado, ocorreram neste fim de semana.

Depois de três anos, a festa popular em Bagé voltou a acontecer. E o carnaval de rua ocorreu na principal avenida da cidade, Sete de Setembro, resgatando a tradição dos antigos desfiles do município.

Moradores da cidade tomaram a avenida, que foi palco de histórias, homenagens e muita alegria e animação. O montador Antônio Lemos levou toda a família para aproveitar a festa.

“É um momento que toda família vem e curte. Esquece os problemas do dia a dia. É uma alegria assim, imensa”, diz.

No sábado (10), duas escolas desfilaram. A primeira foi a Império da Zona de Leste, que homenageou o atual prefeito da cidade, Divaldo Lara (PTB).

Mestre-Sala e Porta-Bandeira no carnaval de Bagé (Foto: Prefeitura de Bagé/Divulgação)

Mestre-Sala e Porta-Bandeira no carnaval de Bagé (Foto: Prefeitura de Bagé/Divulgação)

À frente da bateria, a experiência da passista da escola de samba carioca Beija-Flor, que pela primeira vez participou do carnaval em uma cidade gaúcha.

“É uma cultura do Rio de Janeiro, mas quando a gente chega em outra cidade e vê que a galera gosta mesmo, a gente fica mais apaixonado ainda”, garante Angélica Rodrigues.

A segunda escola a desfilar foi a Estrela D’Alva, que falou de teatro e cinema. Uma das homenageadas foi Marilu da Luz, moradora de Bagé, que sempre lutou pela cultura da cidade.

“É uma maneira de tu trabalhar uma cultura que invade várias artes”, afirma o coreógrafo Claudionor Borges.

Neste domingo (11), os blocos encerraram o carnaval de Bagé.

Público compareceu em peso para assistir aos desfiles em Bagé (Foto: Prefeitura de Bagé/Divulgação)

Público compareceu em peso para assistir aos desfiles em Bagé (Foto: Prefeitura de Bagé/Divulgação)

Já em Cruz Alta, o carnaval voltou às ruas depois de dois anos, inclusive com competição entre as escolas. Teve gente até de fora do país que foi conferir de perto a festa. Muitos argentinos atravessaram a fronteira e alguns deles até desfilaram.

A primeira noite de desfiles foi na sexta-feira (9), com a apresentação de duas escolas no sambódromo. Destaque para a presença do primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da Unidos de Vila Izabel, do Rio de Janeiro.

Sábado foi a segunda noite de desfiles, em que outras três escolas se apresentaram. Elas também trouxeram destaques de outros carnavais.

Um grupo de argentinos desfilou pela Gaviões da Ferro, primeira escola a se apresentar na segunda noite. O puxador do samba enredo foi Leozinho, interprete da São Clemente, também do Rio.

Gaviões da Ferrô teve puxador de samba de escola do Rio de Janeiro (Foto: Prefeitura de Cruz Alta/Divulgação)

Gaviões da Ferrô teve puxador de samba de escola do Rio de Janeiro (Foto: Prefeitura de Cruz Alta/Divulgação)

A segunda escola trouxe o próprio carnaval como destaque. Um dos carros alegóricos carregou a Marques de Sapucaí com os arcos da apoteose.

A última escola a passar pelo sambódromo fez o público levantar nas arquibancadas.

“Muito luxo, lindo, lindo”, vibrou a comerciante Élida Cardias de Pietro.

A campeã foi conhecida neste domingo: a escola Unidos do Beco, que estava há 24 anos sem conquistar um título.

Unidos Do Beco desfile no primeiro dia do carnaval de Cruz Alta (Foto: Prefeitura de Cruz Alta/Divulgação)

Unidos Do Beco desfile no primeiro dia do carnaval de Cruz Alta (Foto: Prefeitura de Cruz Alta/Divulgação)

Fonte: G1

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