Devassa no Presídio apreendeu armas, drogas e celulares


A revista geral realizada pelo GAES de Porto Alegre, Susepe, com apoio da Brigada Militar, durou pouco mais três horas. Por volta das 10h, da manhã desta terça-feira (7), 18 policiais do Grupo Ações Especiais da Susepe saíram da casa prisional.

O trabalho minucioso em todo prédio, inclusive no telhado, resultou na apreensão de um revólver calibre 32, 22 celulares, oito baterias, seis carregadores, seis pedaços de serra e 22 estoques apreendidos. Durante o trabalho interno no Presídio, foram encontrados três tabletes de maconha e uma porção de cocaína.

A ação, que iniciou por volta das 7h, teve momentos tensos nos primeiros minutos, com três apenados levados para o pátio e algemados em viaturas. Dentro, o Grupo de Ações Especiais da Susepe, recorreu o antigo e sucateado prédio prisional, colocando apenados para a quadro e vasculhando as celas com o trabalho dos agentes penitenciários. No lado de fora, a Brigada Militar, com o Policiamento Ostensivo e Grupo de Operações Especiais garantia a segurança. O trânsito interrompido em frente ao Presídio ficou a cargo da Guarda Municipal e agentes do Presídio, que monitoraram o fluxo de carros nas proximidades.

Na segunda revista do ano, o superlotado Presídio Estadual de Alegrete, agoniza lentamente. O anexo interditado temporariamente pela engenharia, apresenta problemas na laje e obrigou a Justiça a conceder prisão domiciliar a 33 apenados do regime semiaberto. Com 207 apenados nesta terça-feira, e uma lotação assustadora em algumas celas que comportam mais de 20 presos, num espaço projetado para oito pessoas, o Presídio de Alegrete precisa ser revisto pelas autoridades e de forma urgente.

Durante a revista também foram encontradas garrafas pets com bebidas fermentadas. Segundo informações, os presos fazem de maneira artesanal, bebidas com água e frutas, após uma fermentação no sol, o líquido é consumido como se fosse uma bebida gaseificada.

Sem atingir seu objetivo maior que era localizar as duas armas de fogo (apenas uma foi encontrada), a tensão na casa prisional permanece. Grupos marcam territórios dentro da prisão, a constante comunicação com celulares e o consumo de droga dentro da cadeia é apenas um dos problemas elencados a cada revista.

Drogas, estoques, celulares, carregadores e baterias são comuns a cada ação. O que muda é a quantidade apreendida a cada investida num Presídio situado dentro da cidade, que é alvo de constantes arremessos. Encomendas que chegam a seu destino, muitas vezes, por falta de uma tela de proteção.

Júlio Cesar Santos

Compartilhar

Curta nossa Fan Page

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será divulgado.


*