
Em janeiro passado, ele, sua esposa e seus dois filhos menores mudaram-se definitivamente para Alegrete, estabelecendo-se no Mariano Pinto, a 65 km da cidade. Um dos principais motivos para essa mudança foi afastar os filhos da violência da região metropolitana de Porto Alegre e buscar uma melhor qualidade de vida.
Com a venda da casa em Cachoeirinha, Soel Alves Oliveira conta que veio com a intenção de comprar uma chácara na localidade, mas o proprietário acabou desistindo do negócio. Com isso, a família ficou sem um lugar para morar e sem um espaço para que ele pudesse continuar a fazer seus móveis com materiais de demolição e outros. O marceneiro relata que Elaine Londero, da Associação da Balsa do Mariano Pinto, que administra a sede do Polo, que não funciona mais como escola, ajudou a família, conseguindo um espaço para que eles morassem e ele pudesse trabalhar.
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-Para mim, que sou de origem rural, não houve nenhum problema em voltar e retomar a vida fazendo o que eu sei. Os filhos, de 13 e 8 anos, que nasceram lá, assim como minha esposa, Tatiana, também estão se adaptando.
No entanto, o diferencial é que Soel retomou um meio de transporte antigo na área rural de Alegrete: a charrete, uma espécie de carroça puxada por cavalo. Soel explica que seu pai, também alegretense, conseguiu esse transporte de tração animal em Cachoeirinha. O desafio não foi trazê-la para Alegrete, mas fazer com que um cavalo da família puxasse a charrete, o que, segundo o marceneiro, foi bem fácil. Mesmo tendo um carro, ele utiliza o novo transporte. Agora, ele vai até os vizinhos para medir móveis, fazer entregas ou realizar outras tarefas, sempre usando a charrete, que já se tornou o desejo de muitos na cidade para dar uma voltinha lá no Mariano Pinto.
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Coitado do cavalo q tem q puxar a família inteira nas costas.
Porque eles não puxaram a charrete.
Ou foram a pé…
Rosana