
No entanto, as escolas terão autonomia para solicitar eventuais suspensões junto às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), que irão analisar os pedidos.
O acordo foi firmado após uma reunião realizada na manhã desta terça-feira no Centro Administrativo de Contingência, em Porto Alegre, entre as secretarias estaduais da Educação (Seduc) e Obras Públicas (SOP) e a diretoria do Cpers Sindicato, que representa os professores.
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“As análises serão feitas caso a caso”, afirmou a titular da Seduc, Raquel Teixeira, em coletiva de imprensa ao lado da secretária da SOP, Izabel Matte, logo após o encontro. De acordo com Teixeira, “algumas escolas estão bem e preparadas” para lidar com a onda de calor extremo, enquanto “uma minoria está em situação mais precária”.
Reforçou ainda que o Estado encaminhou, na semana passada, um ofício aos gestores escolares com recomendações sobre como lidar com as altas temperaturas, incluindo a possibilidade de modificação dos horários de entrada e saída dos alunos.
No entanto, o sindicato foi convidado a sugerir aperfeiçoamentos na documentação, e novas reuniões não estão descartadas. As aulas na rede estadual começaram, de fato, no último dia 13, após terem sido adiadas por uma liminar do sindicato.
Os recursos do programa Agiliza Educação, que o governo afirma totalizar R$ 503 milhões — sendo R$ 180 milhões destinados apenas em dezembro de 2024 para garantir a preparação para o ano letivo — podem ser utilizados para a compra de itens “mais imediatos” para minimizar os efeitos do calor intenso, como ventiladores, aparelhos de ar condicionado e bebedouros. “Esta não é a primeira onda de calor e não será a última”, disse Raquel.
A reportagem do PAT tentou contato com a Secretaria da 10ª CRE, mas não obteve retorno sobre eventuais medidas ou prevenções a serem adotadas nas escolas de Alegrete.
Fonte: Governo do Estado e Correio do Povo