Grêmio estuda fórmulas para compra da Arena

Alternativas seriam assumir financiamento da OAS ou encontrar parceiros para o negócio

 

A perspectiva da compra da Arena empolga a torcida do Grêmio. As redes sociais são inundadas com manifestações de gremistas insatisfeitos com a atual relação entre o clube e a parceira. A direção não nega o interesse. Mas alerta para a complexidade da negociação.

Uma alternativa seria o Grêmio assumir o financiamento de R$ 275 milhões firmado pela OAS junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A quitação seria feita ao longo de 18 anos, o prazo que ainda resta pelo contrato. É pouco provável, contudo, que a empreiteira se contente com apenas isso. Nesse caso, seria preciso recorrer a investidores, nacionais e estrangeiros para levantar os recursos.

Mesmo aos seis vice-presidentes, Fábio Koff é econômico nas revelações. Entende que o vazamento da informação pode ser prejudicial ao negócio. Chega a haver, junto à direção, quem atribua à oposição a divulgação do interesse da compra. Ela estaria interessada em colher frutos na próxima eleição presidencial caso a compra não ocorra.

— Se o negócio não sair, dirão que é mais um fracasso da atual diretoria — comenta um conselheiro situacionista.

Também há quem entenda que a negociação não irá avançar por desinteresse da OAS. Seria uma forma de represália da construtora, contrariada com a demora da direção em liberar o Olímpico para a instalação do empreendimento imobiliário e comercial.

Outras fontes, contudo, não descartam que Koff possa dar um lance forte já na próxima semana, anunciando os parceiros para a empreitada. 

Os quadros que se apresentam para o Grêmio a partir da negociação com a OAS:

Se for assinado o aditivo

— custos com a migração dos associados caem de R$ 43 milhões para R$ 12 milhões;

— Grêmio recebe percentual sobre os imóveis comercializados pela OAS na área do Olímpico;

— Grêmio recebe R$ 8 milhões para a conclusão do CT do Humaitá;

— Grêmio recebe R$ 2,5 milhões para a construção do seu setor administrativo na Arena.

Se for mantida a situação de agora

— O clube seguirá tendo como únicas receitas o Quadro Social, marketing, adiantamentos dos direitos de televisão e venda de jogadores. A gestão dos jogos permanecerá com a Arena Porto-Alegrense, que só repassará os 65% previstos em contrato após a apuração do lucro líquido ajustado.

Se o Grêmio comprar a Arena

— Assume a gestão dos jogos, podendo obter um faturamento superior a R$ 40 milhões somente em bilheterias;

— Volta a faturar com venda de estacionamento, camarotes e espaços publicitários;

— Volta a ficar com o lucro total da venda de títulos para sócios e cadeiras.

 

Fonte: Zero Hora

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