Índios levantam acampamento da Estação e local fica ainda mais poluído

A situação dos índios na Estação Ferroviária parece não ter fim. Acampados na plataforma da estação, desde o dia 9, eles saíram do local na manhã da última segunda-feira (22).

A estada em Alegrete, foi motivada pela páscoa. A venda de artesanatos, perdeu espaço para cestinhas de palhas e macela. Os indígenas têm uma Lei que permite a venda dos artesanatos e a presença das crianças. Os produtos confeccionados pelos índios foram oferecidos geralmente pelas crianças no comércio e entradas de supermercados.

O município fracassou com o local destinados aos indígenas, uma área no Parque Nehyta Ramos sem nenhuma infraestrutura, foi o local determinado e nunca ocupado por eles. Mesmo com o ano letivo, que para os da aldeia termina em agosto, a presença de crianças em idade escolar surpreendeu dessa vez.

As famílias de índios saem da cidade de origem onde fica a aldeia, em São Valentim, para realizarem a venda dos artesanatos, a principal fonte de renda dos membros da tribo.

Não diferente de outras hospedagens no município, a plataforma que já acumulava sujeira e lixo, ficou mais poluída. Restos de palhas, garrafas de vidro e de plástico. roupas e restos de comida foram deixados espalhados no local.

O banho improvisado com água retirada de um banheiro que goteja o dia inteiro, e as necessidades fisiológicas feitas ao relento, deixa o local com aspecto mais deprimente.

Um grupo de moradores de rua frequenta o local também, e por dias viveu conflito com os índios, que no final de semana foram vítimas de furto.

A situação é idêntica ao ano passado. Em sua segunda estada neste ano, nenhuma iniciativa das autoridades foi feita para cibir esse tipo de invasão na desleixada estação ferroviária de Alegrete.

O retorno dos índios é questão de tempo. Enquanto o lixo só aumenta no local que deveria ser conservado, digno de cartão postal.

Júlio Cesar Santos

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