Jero Noronha: a lição do alegretense que encontrou na corrida um estilo de vida

Nascido no ano de 1986, e criado no bairro Cidade Alta, o alegretense Jero Noronha é um exemplo de vida.

Aos sete anos, já rodava o Brasil, e, por ser filho de militar acabou morando em três estados e cinco cidades diferentes. Em 2010, Jero com 24 anos retornou ao Rio Grande do Sul e se fixou na cidade de Uruguaiana.

Foi então que encontrou no esporte, mais precisamente na corrida de rua, sua modalidade preferida. Em 2012, por questão de saúde, motivada pela hipertensão, em razão da vida desregrada, resolveu fazer academia para mudar o quadro.

A corrida entrou junto com a academia e virou um vício bom para o alegretense . “No início é ruim. Mas o resultado é compensador, a mudança corporal e psicológica que se alcança não tem preço que pague realizar distâncias que jamais imaginava em fazer “, comenta Noronha.

O filho do militar Edison Gonçalves dos Santos e Silvia Noronha, se espelha nos pais, ambos ciclistas que percorrem juntos mais de 100 km. O pai Edison está se aventurando nas corridas de rua. Recentemente sofreu uma queda numa escada e está afastado dos esportes.

Jero mergulhou no mundo das corridas de 2016 para cá. “Entrei para as provas no início para realização pessoal. Me sentia bem e corria”, explica o alegretense.

O tempo foi passando e ele logo conseguiu o primeiro pódio. Desconversa e diz que foi por acaso. Mas treinava com afinco e dali em diante sentiu o gosto da vitória e não parou mais. O que era um hobby virou um vício.

Não demorou muito para receber um convite para integrar a equipe de corrida Wolves, dos amigos que tem em comum a paixão pela corrida. “Foi um misto de amizade e corrida. Poder unir isso tudo não tem preço”, comemora Noronha.

De 2017 para cá, evoluiu muito. As paredes do seu quarto são a prova do seu desempenho. Várias corridas, uma atrás da outra e pódios sucessivos lhe garantiram muitas de medalhas e inúmeros troféus, com várias provas internacionais.

Na vida de corredor, o alegretense conta que já passou por três grandes desafios durante esse tempo que lhe fizeram evoluir e crescer como ser humano. No currículo, uma ultramaratona de 6 horas, a Supermaratona de 50km, e uma prova trail run de 32 km, provas de longa duração que contribuíram para o desenvolvimento do atleta.

Atualmente, Jero é acadêmico em Educação Física, curso que escolheu graças ao esporte que abriu novos horizontes. “Assim vejo o esporte com mais amor e dedicação”, frisa o alegretense.

“O que tirei da corrida nesse tempo, foi que troféus, medalhas e tempos são uma parte. Mas o que é importante é o ensinamento, a superação e o respeito ao esporte. Me considero um eterno aprendiz. Um corredor que tenta se superar treino após treino para a minha satisfação pessoal. Correr é viver”, ensina o futuro educador físico.

O alegretense agradece aos pais Silvia e Edison que sempre o apoiaram em tudo. Aos amigos da equipe Wolves em especial,  Rodrigo e Dione que estão juntos com o atleta.

A corrida chegou na vida do alegretense mais por uma necessidade do que por lazer. Embora a maioria das pessoas reconheça que correr traz benefícios para a saúde física, a dedicação exigida para treinar e participar de uma corrida, também pode ensinar lições importantes para viver da melhor forma possível.

Júlio Cesar Santos Fotos: Arquivo Pessoal

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