LAF presta contas e pede melhorias em audiência pública na Câmara

A audiência pública sobre o campeonato amador de Alegrete organizado pela Liga Alegretense de Futebol, foi realizada na noite da última quarta-feira (7), no plenário Gaspar Cardoso Paines da Câmara.

Com baixa presença dos desportistas no plenário esvaziado da Câmara foi realizada a audiência pública sobre o futebol amador de Alegrete. O requerimento protocolado pelo vereador Luciano Belmonte foi aprovado, em sessão que legitimou a audiência.

Belmonte iniciou os trabalhos  dizendo que é importante o ato para dar maior transparência quanto à organização, planejamento e administração do evento, considerado um dos maiores campeonatos de futebol amador do Estado.
“A medida visa principalmente atrair olhares e aumentar a publicidade para que o evento cresça a cada edição. É nosso dever legislar, por isso convidamos a Liga para vim nesse plenário”, destacou o vereador.

Além do presidente da Câmara, formaram a mesa principal os presidentes Paulo Cunha da LAF, Elci Pavani (CMEL), Secretaria de Esporte Márcia Dorneles, Ênio tesoureiro da LAF e o vereador Celeni Viana integraram a mesa.

O presidente da Liga explicou como funciona a entidade esportiva. Deu detalhes da estruturação e pediu maior visibilidade para a LAF, sustentando que até o momento já foram realizados 152 jogos, envolvendo mais de 30 equipes.

Os vereadores Glênio Bolson, Moisés Fontoura, Vanda Dorneles, Mirian Shure e Maria do Horto participaram da audiência. O raio X sobre a LAF, coube ao tesoureiro Ênio Machado que apresentou números alarmantes da entidade.

O quadriênio 2015/2018 foi apresentado já com déficit. Em 2015, a Liga ficou no vermelho com R$ 179,68. No ano seguinte houve um saldo positivo de R$ 12,92. Em 2017, o saldo negativo atingiu R$ 2.277,33. Neste ano, o tesoureiro trabalha já com uma margem de déficit de R$ 1.500.

Dos 40 mil repassados pela Prefeitura, já foram gastos R$ 30.400, e restam 48 jogos, totalizando R$ 9.600. O custo com arbitragem é de duzentos reais por jogo. Porém, o que dá um alento a entidade esportiva são os chamados recursos livres. Machado explicou que de 26 clubes recebe R$ 6500, num total de R$ 15.500, destes R$ 12.061,97  já estão comprometidos dos R$ 12.870 que entraram na tesouraria.

O dirigente ainda revelou que têm a premiação orçada em R$ 4.980, por isso trabalha para encerrar o ano com saldo positivo de R$ 1.500. A competição reúne cerca de três mil pessoas por final de semana, com 236 dirigentes e 854 inscritos. A LAF não possui receita fixa e as despesas atinge 10 mil anuais. Sendo que fica de cinco a sete meses sem receber nenhum recurso.

Um ponto elencado na audiência foi quanto ao uso do Estádio Municipal Farroupilha. A prioridade é da Liga, foram debatidos vários pontos e conforme o diretor Elci Pavani haverá um cronograma para que os jogos da entidade sejam feitos no estádio conforme agendamento prévio.

Outro item mencionado foi quanto aos campos do complexo do jockey club. A secretária Márcia destacou o diálogo com a direção do Sindicato Rural e revelou ter um projeto pronto para transformar o local em um parque esportivo. No entanto, até o momento a entidade ruralista não se manifestou sobre possível cedência do local.

Quanto aos campos da Praça da Juventude que pertence a LAF, a Prefeitura vai agilizar um trabalho afim de dar condições nem que seja para um campo com medidas oficiais. No plenário o radialista Jorge Molina falou em alto e bom tom a necessidade de formalizar o uso do Farroupilha pela Liga, pediu atenção de todos com a entidade que promove o esporte em Alegrete.

A secretária Leila Regina usou o espaço e questionou a luta para manter o esporte local. Pediu empenho de todos para ajudar a LAF e destacou o seu trabalho com um fichário de mais de 5 mil atletas.

O professor Edinho Machado sustentou que é necessário se unir em prol do esporte, sem bandeiras partidárias, fazer o melhor para a comunidade.

O vereador Glênio Bolson implorou a necessidade de agirmos de forma urgente em prol do esporte amador. Sugeriu uma junta diretiva para gerenciar o uso do estádio.

Já o vereador Antônio Monteiro mencionou que repasses de ordem federal para os campos já estão em caixa municipal, o que vão beneficiar mais espaços públicos para a prática do futebol.

O vereador Anilton Oliveira, citou um incidente com um atleta que fraturou o joelho durante uma partida de futebol. Questionou a demora do atendimento médico da SAMU, pediu ambulância durante jogos do campeonato. Oliveira reiterou a necessidade de agir para a conclusão dos campos da Praça da Juventude.

Para o vereador Celeni Viana, o questionamento de que a UPA teria que ser implantada na Zona Leste atenderia essas e outras urgências. Viana enfatizou a importância de buscar recursos e melhorias para a LAF.

Com duas horas de duração, a audiência pública sobre a LAF encerrou de forma positiva, com as demandas elencadas registradas em ata, e vários pontos abordados serão levados a diante pelos vereadores presentes.

Júlio Cesar Santos

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