Mães de alunos do Francisco Carlos reclamam da demora do início das obras e do transporte

Assim que o ônibus partiu da frente da EMEB Francisco Carlos rumo ao Alexandre Lisboa, na tarde desta quinta-feira (16), um grupo de mães dos alunos permaneceu em frente à escola da Vila Nova para protestar.

Segundo o grupo, os filhos estão enfrentando sérios problemas no deslocamento por ônibus. Pelo período da manhã, as crianças do nível B, estão indo em pé no coletivo. “Minha filha tem 6 anos e não conseguiu ir sentada porque havia outras mães sentadas no assento”, conta uma das manifestantes.

A EMEB Francisco Carlos está fechada desde a volta do recesso dia 30 de julho. 208 alunos da escola estão em salas de aula da Escola Estadual Alexandre Lisboa. O problema é que as reformas ainda nem iniciaram, o que indigna o grupo de pais e mães. Eles asseguram que se essa situação continuar vão retirar os filhos da escola. Outro reivindicação é de que não há um guarda para cuidar as crianças antes do embarque. “Eles ficam aqui na calçada próximo à rua, é perigoso, alguns ainda vêm desacompanhados, e se acontece algo. Quem se responsabiliza”, protesta um senhor de 62 anos.

A falta de contato com os professores no dia a dia, é outra queixa do grupo, que também pede a presença da diretora. Outro ponto discutido no movimento foi quanto ao valor gasto nas viagens que de certa forma cobriria os custo para reforma emergencial do prédio da escola.

A reportagem entrou em contato com a diretora Cleide Guterres Soares, que discordou que estejam transportando alunos em pé. A diretora sustentou que a secretaria facilitou a mudança oferecendo transporte escolar para minimizar os impactos de mudança de escola e do bairro.

Quanto ao contato com professores, a diretora disse que uma funcionária fica pela manhã no Francisco Carlos atendendo, e que os pais podem ir na escola para conversar com os professores e direção.

Na semana passada o processo de licitação para a reforma da EMEB Francisco Carlos, ainda estava tramitando e conforme a Secretaria de Educação, Márcia Dorneles, estaria no setor de compras que analisava todo o processo. A secretaria confirmou ainda que a verba está garantida para que, na primeira fase, seja feita a reforma do telhado e fiação no valor de 320 mil reais.

Nesta sexta-feira (17), a reportagem entrou em contato com a prefeita Cleni Paz, que disse que o projeto de reforma total do prédio está pronto, o problema é falta de orçamento. Segundo ela, o projeto está em fase final de vistos pelo engenheiro e ainda não há previsão para início da reforma.

Júlio Cesar Santos

 

 

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