Maria do Horto provoca debate sobre dislexia na Câmara

Ocorreu na Câmara Municipal de Alegrete, um Espaço Regimental proposto pela vereadora Maria do Horto para  falar sobre dislexia, através do livro “Não faço a mínima ideia”, escrito pela menina de 12 anos, Helena dos Santos Cruz.

Muitas escolas estiveram presentes, e a professora Auristela da Escola Eurípedes Brasil Milano, levou seus alunos e os trabalhos desenvolvidos por eles baseados na leitura do livro da Helena, Mariane que fez a entrega da pasta, também é portadora do transtorno.

Helena foi acompanhada pelos familiares, amigos  e colegas do Colégio Raymundo Carvalho, onde sua mãe Prudência,  e sua psicopedagoga Judete Dornelles, ocuparam o lugar de fala.

Muitos deixaram seu depoimento em um vídeo, onde Helena também fez o seu e relatou que antes do livro,  a escola era um lugar de tortura, e que agora todos a enxergam com um outro olhar.

Judete relatou que a construção deste livro foi muito importante para alertar o mundo escolar e a sociedade de uma forma geral, da necessidade de estar mais aberto ao diferente, segundo ela –  “ninguém sabe tudo, todos tem habilidades e conhecimentos diferentes, e é fundamental que a escola possibilite que o seu aluno descubra e desenvolva tais habilidades”.

Segundo Prudência, a mãe da Helena: “…dislexia não é um dom, é um transtorno genético e hereditário, o diagnóstico é difícil, é trabalhoso, custa empenho da família para manter um conjunto de  profissionais e toda essa rede de apoio só dará resultado se estiver ligada a família e a escola na figura da professora. Sim tudo começa e tudo termina na professora. Como eu digo na contracapa do livro da Helena: a professora, tem o poder de tornar tudo melhor, cada descoberta, cada incentivo carregado de afetividade é transformador. A importância do professor deve ser resgatada e reafirmada sempre! Vamos continuar falando sobre a dislexia, vamos continuar falando dos nossos disléxicos, o livro NÃO FAÇO A MINIMA IDEIA continuará sendo divulgado, lido, conhecido e é necessário que seja assim”.

A vereadora Maria do Horto fala da importância do debate: “ O espaço regimental, abre o espaço para assuntos de relevância para a nossa comunidade, e falar sobre dislexia, é falar sobre inclusão e diversidade, não podemos ficar só no discurso ou presos às leis, a vida está além do papel, e precisamos criar mecanismos para gerar conhecimento e minimizar o sofrimento destes alunos com dislexia, déficit, e tantos outros transtornos e síndromes, que a sociedade faz de conta acolher. A luta pela defesa e o debate por inclusão, deve ser diária e contínua, e não apenas em uma data registrada no calendário de eventos.

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