Milhares de abelhas atacam alunos e professores do Polo do Silvestre

Professores, servidores e alunos da Escola Santa Inês – Polo do Silvestre passaram minutos de muito pânico na tarde do dia 28.

Os 42 alunos haviam acabado de almoçar e saíram do refeitório para o recreio, quando começou uma gritaria.

A diretora da Escola, Izabel Vieira, saiu de sua sala e viu que um exame de abelhas estava atacando os alunos. –  Saí correndo para socorrer e as abelhas me atacaram na cabeça e eu só me debatia. Foi horrível, mas nós professores não pensamos em nos proteger, porque ajudamos as crianças que tinham abelhas por todo o corpo e não sabiam o que fazer”.

Foram minutos terríveis, relata a diretora de que cada professor socorreu os pequenos como pode. Uns foram para os quartos da casa dos professores, outros para as salas de aula. E um grupo correu para dentro do ônibus.

– Esse foi o pior momento diz Izabel, porque as abelhas invadiram e continuaram atacando um grupo de 15 crianças e eu não sabia como fechar a porta do veículo. Um professor viu e saiu correndo com inseticida, porque não tinha o que fazer e as crianças gritavam e choravam muito”.  Ela disse, ainda, que o único aluno alérgico a picadas de inseto naquele dia não havia ido à aula.

Uma ação que foi determinante, informou a diretora, para evitar o pior foi a atitude dos professores que colocaram os alunos com roupa e tudo debaixo do chuveiro, porque por cima das roupas e na cabeça era tomado de abelha. – Eles foram muito rápidos para socorrer nossos alunos e, mesmo sentindo dor, considero heróis, porque eram milhares de abelhas, destaca.

Dois alunos correram para a casa de vizinhas do Polo que avisaram uma mãe que foi direto para Escola. Como estão há 90km de Alegrete, não têm sinal de telefone, porém a internet é boa e foi assim que avisaram os pais pelo whatsApp. Tiraram fotos para avisar que estavam bem.

A diretora acalmou a todos e depois fez uma logística para liberar, aos poucos, para dentro do ônibus para que retornassem para suas casas.

Depois de ajudar e acolher a todos os alunos, os 8 professores, dos quais apenas dois não foram  atacados por abelhas, se deslocaram de ônibus para Alegrete. E há uns 30km da cidade o veículo estragou. Izabel entrou em contato com uma amiga que, imediatamente, falou com o professor Ernesto Viana, que integra a Defesa Civil, que acionou a Secretária de Educação que solicitou um outro ônibus para trazer os professores.

A diretora teve muito vômito, todos os professores sentiam dor e outros estavam com febre. Mas como demorou o transporte que iria buscá-los eles conseguiram carona e todos vieram para UPA onde foram atendidos.

A mãe de Lucas, do 1º ano, que foi atacado, agradece a diretora e professores pela atitude que tiveram em proteger os pequenos. – Não  tenho palavras pelo que fizeram, pois meu filho contou que foi um pavor os coleguinhas gritando e chorando. E os professores também sendo picados pelas abelhas, ali  tentando proteger seus alunos. Agradeço a Deus e a vocês que, neste momento de pânico, salvaram nossos filhos do ataque de abelhas. Vocês foram heróis, diz Márcia”.

Os Bombeiros foram acionados, mas no meio do caminho foram avisados de que não precisava mais e retornaram ao Quartel.

As aulas estão suspensas até segunda- feira para que pessoas da comunidade, com roupas especiais, verifiquem se tem algum exame no prédio ou próximo à Escola Santa Inês.

Vera Soares Pedroso

 

 

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