Moradores do Balneário Caverá intensificam cobrança de melhorias na VRS 806

No último domingo(2), um acidente na VRS 806 no Balneário Caverá, suscitou o debate quanto algumas melhorias que os moradores reivindicam. De acordo com o presidente da Associação do Bairro, Ruy Medeiros, há mais de um ano eles já encaminharam as demandas para o DAER. Dentre elas estão a falta de acostamento, ciclovia, faixa de pedestres, redutores de velocidade, mais sinalização, pois as que têm no local estão “apagadas” e não são respeitadas, segundo Ruy.

“Acredito que o ideal seriam faixas elevadas, além do término do passeio ao lado da pista de rodagem, além de redutores de velocidade. Muitos motoristas passam em alta velocidade em um trecho residencial, com placa de sinalização de 40 km, principalmente em horário escolar, pois tem o Campus da Universidade, trânsito de animais domésticos e silvestres – destacou.

Outro ponto que o presidente coloca como prioritário é a iluminação. Desde o bairro Nova Brasília as pessoas que precisam se deslocar ficam a mercê de qualquer situação devido à escuridão. Isso vale para os dois sentidos, Balneário/cidade e vice-versa – exemplificou o morador.

Na VRS 806, a falta de acostamento é um dos agravantes com riscos reais diante do número de ciclistas que também realizam treinos. Sem muitas opções os atletas realizam o percurso, mas quando estão em número mais consideráveis não têm opções se não a rodovia e, com os veículos, muitas vezes, em alta velocidade, colocam a vida deles e demais transeuntes em risco. No domingo, o veículo não estava em alta velocidade, entretanto, os ciclistas estavam na rodovia quando um deles foi atingido.

Na questão da iluminação, o Secretário Jetter de Souza, Secretaria de Infraestrutura, disse que já foi realizado um levantamento do local. o grande problema é que há falta de rede em algumas áreas, mas está sendo realizado um estudo para ver qual a possibilidade de melhoria.

Já o Daer, através do engenheiro Paulo Meister, esclareceu que para o segundo semestre do ano há uma previsão de interversão na pavimentação e sinalização. Outro dado importante que o engenheiro falou foi que no projeto inicial da rodovia há uma ciclovia. “O projeto está pronto, mas como estava fora do escopo do DAER não foi realizada, mas isto pode ser algo a ser estudado com a Prefeitura e ver a possibilidade de um Convênio que possa viabilizar a licitação e posterior a obra. O engenheiro, ainda, falou sobre os acostamentos que hoje são uma das grandes reclamações. “Não significa que a rodovia não possa ter uma modificação na categoria e que isso venha representar o estudo para que seja realizado um acostamento ou uma ampliação devido o aumento na trafegabilidade, principalmente de veículos no local.” – completou.

Flaviane Antolini Favero

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