Mulher teria lutado com quem a empurrou do Viaduto da Gare em Santa Maria

viaduto santa maria

 

A Delegacia de Polícia para Mulher de Santa Maria começou as investigações sobre a morte de Maria Silvana da Silva, 26 anos, que foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira em Santa Maria. Segundo a titular da delegacia, Débora Dias, o pai e o companheiro da vítima já foram ouvidos, e mais pessoas devem ser chamadas a prestar depoimento nos próximos dias para tentar esclarecer o 33º homicídio registrado este ano na cidade. A delegada investiga também se houve algum tipo de violência sexual contra a vítima, já que ela foi encontrada seminua, vestindo apenas uma blusa e um par de meias.
_ Eles confirmaram que ela fazia programas. Mas não disseram muito mais do que nós já sabíamos. Por enquanto, não há suspeito para o crime. O que ficou claro, principalmente pelo sangue no parapeito do viaduto, é que houve uma luta antes de ela ser empurrada _ afirma Débora. 

Maria deixou dois filhos e três irmãos. Segundo uma das primas, Juliana da Silva Bittencourt, 29 anos, ela era muito apegada com as crianças. 
_ A Maria teve uma vida muito difícil e poucas, para não dizer nenhuma, oportunidade. Mas estava sempre com aquelas crianças penduradas com ela. Tinha muito amor por elas _ afirma a prima. 

O corpo da vítima foi encontrado na Avenida Rio Branco, embaixo do viaduto, próximo à Avenida dos Ferroviários. Por volta das 3h30min, a Brigada Militar (BM) recebeu uma ligação avisando que alguém estava caído embaixo do túnel da gare. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Maria já sem vida. 

A vítima apresentava diversos ferimentos pelo corpo e pela cabeça, mas não tinha marcas de tiros ou facadas. Peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) encontraram vestígios de sangue nos trilhos, no pátio da gare e na mureta de contenção do viaduto. Roupas também foram encontradas espalhadas pelo local.

Quando a BM chegou perto do túnel, os policiais avistaram um homem correndo. Ao abordá-lo, o jovem de 27 anos teria dito aos policiais que não seria o autor do crime. Ele foi encaminhado à Delegacia de Pronto-Atendimento (Dppa), onde foi ouvido e liberado por falta de provas.

 

Fonte: Zero Hora

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