O flagelo do suicídio por pouco não faz mais uma vítima no Ibirapuitã

O mês de setembro é marcado por inúmeras campanhas relacionadas ao suicídio, com objetivo de alertar sobre o assunto. Desde 2015 o mês busca a conscientização e a prevenção ao suicídio. No mundo todo, aproximadamente uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte de jovens. O assunto é um tabu. Não falamos dele. A mídia evita por medo de aumentar os números, as pessoas evitam por medo do assunto em si e com isso, o diálogo é muitas vezes cortado, porém é necessário, diz uma corrente de médicos psiquiatras.

O PAT fez algumas abordagens, inclusive com a opinião e parecer de médicos, como o caso da psiquiatra DRª Luciana Mesko. É uma tendência a afirmação de que o assunto deve ser debatido como forma de orientação e auxílio. Alegrete é um município com alto índice de suicídios. A faixa etária mais registrada é fase adulta e idosos, porém há um número considerável de tentativas entre os jovens e adolescentes. E, neste mês, o relato de dois policiais militares que salvaram a vida de uma jovem de 23 anos, reforça toda mobilização em torno do tema.

Na noite da última quarta-feira(26), uma pessoa achou suspeita a atitude de uma mulher que caminhava em direção ao Rio Ibirapuitã, no bairro Medianeira e acionou a BM. Por volta das 21h a jovem caminhava de cabeça baixa e levava uma mochila nas costas. O local é muito escuro.

A guarnição do policiamento comunitário Cidade Alta, foi até o local e se deparou com a segurança sentada à beira do Rio com uma faca nas mãos. “Ela chorava compulsivamente e cortava os braços com a faca, os punhos sangravam. Conforme tentávamos nos aproximar, a jovem ameaçava cortes ainda piores, foi necessário muita calma para convencê-la a nos entregar a faca, claro depois de mais de 30 minutos de conversa. Nós, eu e meu colega falamos, ela só chorava. Assim que conseguimos assegurar que ela não iria mais se cortar, já com a faca conosco, a convencemos a entrar na viatura e a encaminhamos à UPA.

Outra situação difícil, a jovem não queria falar o endereço e contato dos familiares. Depois de pesquisas conseguimos e fomos até a residência para falar com a mãe dela, pois havia a necessidade que ela ficasse hospitalizada e, isso só era possível com um familiar ciente.  Ficamos sabendo depois que ela é mãe de um menino de quatro anos e o motivo da tentativa de colocar um ponto final contra a própria vida tinha sido uma desavença com o namorado.

No final, depois de praticamente duas horas nesta ocorrência, eu e meu colega saímos tranquilos, com a sensação de mais uma vez ter cumprido o dever. Posso chegar em casa e dar a boa notícia para minha filha, hoje o papai novamente foi um ‘herói’, salvou uma vida. Pois sei que essa é a percepção da minha filha, nada no mundo se compara a essa sensação” – falou o policial militar.

Flaviane Favero

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