O gaiteiro de 103 dá a receita para viver muito e feliz da vida


Com um sorriso largo, uma disposição de dar inveja a muitos jovens, Leandro Pereira Rosa, esbanja saúde e vitalidade aos 103 anos. O alegretense que nasceu no dia 28 de fevereiro do ano de 1915, comemora a vida e diz que o grande segredo é o fato de ser feliz. “Nunca vi dificuldade em nada, morava no interior até o ano de 2016 e ainda fazia toda lide” – comenta sorrindo.

O centenário contou um pouco de sua história à  reportagem. O centenário era jóquei e até hoje toca gaita e violão. Ele diz que sempre era convidado a tocar em bailes que eram realizados no interior. Além de tocar, também dançava muito, algo que faz até hoje. Foi num baile realizado num clube de Alegrete, na década de 50 que conheceu a esposa com quem é casado há 66 anos e tem oito filhos, 23 netos e 15 bisnetos. Alice Souza da Rosa, 88 anos, é natural de Rosário do Sul, também muito lúcida e sem problemas de saúde, comenta que sempre houve muita parceria entre o casal. Dos oito filhos, a metade nasceu em casa, com auxilio da parteira.

Para sustentar a família, o idoso descreve que sempre trabalhou e juntamente com a esposa plantavam quase tudo o que precisavam. Ele que nunca fumou ou ingeriu bebida alcoólica, diz que a alimentação era muito saudável. Por profissão, diariamente abastecia dezenas de famílias com leite que trazia de carroça. “Sempre acordei muito cedo, cerca de 5h já estava na mangueira tirando leite e depois fazia meu trajeto para as entregas. Foram longos anos” – lembra.

Há cerca de um ano e meio os filhos decidiram trazer o casal para morar na cidade e a chácara que fica no Pinheiros foi arrendada. Desde então a rotina do casal mudou um pouco, mas seu Leandro explica que não deixa de ouvir o rádio, adora musica gaúcha, e não é muito adepto da televisão. Dorme por volta das 22 ou 23h e acorda um pouco mais tarde às 7h. Na alimentação, gosta de tudo e não tem restrições. A saúde é muito boa e está  sempre bem disposto. Caminha sem dificuldades e tem uma lucides incrível. Lembra de detalhes, como o dia em que conheceu a esposa, de passagens como jóquei, dos bailes e da juventude. Questionado se gostaria de ter nascido em alguma outra época, ele é taxativo em responder que não. Diz que durante todos esses anos, teve tudo o que precisou e sempre foi e é muito feliz.

“Na época em que era jovem, tinha apenas um rádio, não havia desrespeito e tudo era muito mais fácil. Não existia essa violência que acompanhamos.”- comenta.

A longevidade no casamento também é algo  que ele faz questão de falar. O namoro com a esposa permanece até os dias atuais, e pontua que eles nunca brigaram, sempre buscaram o entendimento e a cumplicidade foi uma aliada. Da família, seu Leandro é o primeiro centenário. Além da alimentação, que ele julga que era muito mais saudável, o idoso menciona que sempre tomou remédios caseiros e que não se tinha o costume tomar medicamentos de farmácia como na atualidade. “Se ficávamos doente a “cura” era através de chá, entre outros, feitos em casa”- citou.

O casal e um exemplo de vitalidade, de inspiração para muitos que por pouco mais de nada julgam que a vida é difícil ou colocam obstáculos para alcançar os objetivos. A vida para eles é sempre um aprendizado e agradecem a Deus pela saúde.

Flaviane Favero

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