Operação flagra furto de energia e prende mulher em templo investigado por ritual satânico


Presa é mulher de Sílvio Fernandes Rodrigues, suspeito de envolvimento no caso da morte e esquartejamento de crianças. Defesa pedirá liberdade provisória.

Durante operação em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã de sexta-feira (12), a Polícia Civil constatou furto qualificado de energia no templo investigado por ritual satânico que teria terminado com a morte de duas crianças. Conforme a delegada Marina Goltz, essa é uma ação permanente da delegacia.

Quando os policiais chegaram, de acordo com a delegada, não havia ninguém no templo. Mais tarde, uma mulher abriu as portas do local como proprietária e foi presa. Ela é Aline Melo da Silva, de 28 anos, mulher de Sílvio Fernandes Rodrigues, preso na investigação do ritual satânico.

A defesa de Aline irá solicitar a liberdade provisória. Segundo o advogado Marco Antônio Mejia, ela não é a proprietária do imóvel e não tem ligação com o roubo de energia. O templo funciona em um prédio que é alugado por Silvio, como ele explica.

A operação iniciou na quinta-feira (11), segundo a delegada Marina. “Estamos desde ontem [quinta-feira, 11] trabalhando com a RGE [Rio Grande Energia] em fiscalizações”, destaca Marina. A pena para o crime de furto de energia é de dois a oito anos de reclusão.

Até o fim da manhã, esse havia sido o único imóvel flagrado por furto qualificado de energia na operação realizada no bairro Morungava.

A ação, chamada de Blecaute, é coordenada pela Delegacia de Polícia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio de Serviços Delegados (DRCP) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em Porto Alegre.

“Além de gerar grandes perdas na rede de energia, com prejuízos arcados por toda a população, e consequente diminuição de arrecadação de impostos, a conduta gera perigo e instabilidade na rede energética e promove concorrência desleal. Aquele que mantém comércio regularmente não consegue competir de forma igualitária com aquele que se vê livre do custo de energia intrínseco à atividade econômica”, esclarece a delegada.

Porte de energia é inspecionado durante operação policial em Gravataí (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Porte de energia é inspecionado durante operação policial em Gravataí (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Já os três presos na quinta-feira, em Araricá, durante outra etapa da operação Blecaute, foram liberados na sexta-feira (12). Um deles é Jeferson Bueno, envolvido em acidente com morte de mulher em Florianópolis na virada de 2016 para 2017. Na ocasião, o marido da vítima perdeu as duas pernas. O homem responde a esse processo em liberdade.

Segundo a Polícia Civil, Jeferson é o administrador da metalúrgica onde foram encontradas ligações clandestinas. A delegada Marina disse que o objetivo do grupo era pagar menos pela conta de luz. O G1 tentou contato com o advogado de Jeferson, mas não foi atendido.

Fonte: G1

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