Orelhões são cada vez menos usados em Alegrete

Qual foi a última vez que você usou um orelhão? A pergunta foi feita no calçadão de Alegrete. De 10 pessoas que conversamos, apenas uma lembrou com exatidão. O número dá uma dimensão do quanto os dispositivos para telefonia estão ficando de lado no cotidiano da população.

O conhecido orelhão, chamado de Telefone de Uso Público (TUP) é o nome dado ao protetor para telefones públicos projetado pela arquiteta e designer brasileira, nascida na China, Chu Ming Silveira. Lançado em meados de 4 de abril de 1972, inicialmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

O crescimento da telefonia celular, atrelado às frequentes más condições dos telefones públicos, fez com que as ligações originadas de orelhões caíssem nos últimos anos.

É cada vez menos comum ver alguém utilizando algum telefone de rua. Em Alegrete, é possível conferir numa rápida passagem pelo calçadão da cidade que os dispositivos são poucos usados pela população.

A reportagem testou 10 deles em área central, todos estavam funcionando normalmente. Alguns orelhões adaptados em pontos espalhados pela zona central oferecem comodidade aos cadeirantes. Para ligar para um telefone fixo local, em um orelhão, basta teclar o número.

No município a manutenção está a cargo da empresa Serede que faz os reparos diariamente na rede telefônica da operadora Oi. Tentamos contato com a empresa para saber mais detalhes quanto ao trabalho e disponibilidade de orelhões na cidade, mas não recebemos retorno até o fechamento da reportagem.

Júlio Cesar Santos

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