Portadora de transtornos invisíveis alerta para a necessidade de mais compreensão e tolerância

Marilene Vargas , residente de Alegrete, trouxe à tona um tema crucial que necessita de maior divulgação e compreensão: os transtornos invisíveis. Motivada por sua experiência pessoal, ela decidiu esclarecer a comunidade sobre essas condições que afetam milhares de pessoas, muitas vezes de maneira imperceptível.

Transtornos invisíveis, como ansiedade, depressão e transtornos do espectro autista, são condições que não apresentam sinais físicos evidentes, dificultando seu reconhecimento. Essas condições, embora não visíveis, têm um impacto significativo na vida dos indivíduos que as enfrentam.

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Marilene compartilhou que utiliza uma pulseira-cordão girassol como símbolo de sua condição, buscando promover a conscientização e a empatia da comunidade. Ela destaca a importância de reconhecer e compreender essas deficiências para reduzir o estigma e aumentar o suporte às pessoas afetadas.

A alegretense expressou sua gratidão ao médico Dr. João Francisco Aquino Witt, que a acompanha há 35 anos. Marirele possui o diagnóstico CID F10 34.8 e enfrenta o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, caracterizado por explosões de raiva recorrentes e graves, tanto verbal quanto comportamentalmente. Essa condição é classificada como F-43.2 no CID, indicando uma reação aguda a eventos estressantes ou traumáticos recentes.

Na sequência, ressaltou a necessidade de aumentar a conscientização sobre as deficiências invisíveis, que incluem não apenas doenças físicas como câncer e diabetes, mas também distúrbios de saúde mental, como transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Ela enfatiza que, apesar de não serem visíveis, essas condições são reais e debilitantes.

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Reconhecer deficiências invisíveis é imperativo para reduzir o estigma e aumentar a compreensão. Pessoas com essas condições podem enfrentar julgamento ou incompreensão por parte daqueles que desconhecem seus desafios. Marilene argumenta que criar uma sociedade mais inclusiva e solidária é essencial para proporcionar o apoio e às acomodações necessárias para o sucesso dessas pessoas. Isso pode incluir adaptações no ambiente de trabalho, como horários flexíveis e folgas para consultas médicas, além de maior compreensão e apoio de colegas e amigos.

Ela conclui que, ao entender e empatizar com os desafios enfrentados por pessoas com deficiências invisíveis, podemos reduzir o estigma e fornecer o suporte necessário para que prosperem. Ela reforça que esses desafios são de todos nós e que a empatia e o apoio comunitário são fundamentais.

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