Psicóloga analisa casos de desafios perigosos e autolesões na adolescência

Na última semana o PAT veiculou um vídeo em que um adolescente coloca a própria vida em risco, numa brincadeira, realizada na Ponte Borges de Medeiros. Ele caminha na guarda de ferro da ponte(parapeito) e outra pessoa filma. A repercussão também serviu como alerta aos pais e responsáveis.

A reportagem falou com a psicóloga, Ananda Espenosse, uma das responsáveis pelo Projeto Colorindo Vidas do CAPSi. Ananda revelou que desde fevereiro, com auxílio de voluntários, eles passaram a desenvolver atividades, não só terapêuticas como artísticas. Isso teve um grande destaque entre os adolescente e o resultado é muito positivo.

Para a psicóloga, o motivo que leva os adolescentes se colocarem em risco, é devido à própria idade e para testar todos os limites. Em muitos casos, também, é um pedido de socorro, e não é associado ao suicídio, porém, precisam chamar atenção dos pais ou responsáveis devido ao abandono afetivo. “O abandono físico é um problema grave, contudo, o afetivo é ainda pior. Isso se percebe em muitos casos, cerca de 90% são relacionados a conflitos familiares” – exemplificou.

A adolescência é uma fase de conflitos internos e externos, de se auto afirmar e se mostrar para os outros. Se não há um acompanhamento mais de perto dos pais ou responsáveis, a referências são outros adolescentes, alguns, com conflitos semelhantes ou piores. A internet, redes sociais, também, são fatores que contribuem para esses desafios que são testados ao limite, com um risco iminente à vida, dependendo do local ou provocação.

A autolesão foi um dos casos mais tratados este ano. Com o projeto Colorindo Vidas, todos os pacientes que fazem parte, deixaram de realizar esta prática – destacou Ananda. As atividades são realizadas semanalmente.

Ananda salientou que os pais e responsáveis precisam ter mais atenção com os adolescentes. Devem estar mais presentes, além de acompanhar as redes sociais e o que estão consumindo. ” Não há uma classe social para este problema e todos podem buscar auxílio. O atendimento ocorre entre 12 e 18 anos, porém, nos deparamos com crianças na faixa de 9 anos com problemas depressivos, um crescente neste ano – resumiu Ananda.

O projeto Colorindo Vidas, aos poucos, é um espaço especializado onde eles podem expressar seus sentimentos, suas angústias, frustrações e alegrias, diz a diretora do serviço Liliane Blanco.

 

 

 

Compartilhar

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será divulgado.


*