Quase 1,5 mil pessoas morreram em acidentes dentro das cidades do RS em 2018

Levantamento do Detran-RS mostra que Porto Alegre, Pelotas, Canoas e Caxias do Sul concentram o maior número de casos.

Acidentes de trânsito em cidades do RS fazem 1449 vítimas em 2018

Um balanço do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) aponta que 1.448 pessoas morreram em acidentes dentro das cidades gaúchas em 2018. Porto Alegre lidera o ranking, com 67 mortes. Pelotas vem logo atrás, com 25. Canoas tem 17 e Caxias do Sul, 12 vítimas. Confira mais dados abaixo.

O alto índice em Pelotas, no Sul do estado, preocupa os moradores. Segundo o coordenador dos Agentes de Trânsito da cidade, Gilson Machado, a alta velocidade é a maior causa de acidentes fatais.

“As grandes avenidas são o maior problema, porque ali as pessoas veem uma certa liberdade e aceleram mais”, observa.

A fiscalização por radar tem sido efetiva, diz Gilson. “Tem nos dado muita alegria que quando a gente consegue reduzir o número de acidentes, a gente consegue poupar vidas, que é o nosso principal objetivo”, ressalta.

Mesmo que o número tenha caído pela metade na cidade desde 2010, a Brigada Militar faz um alerta: o perfil de quem causa o acidente é quase sempre o mesmo.

“Ainda temos uma quantidade de pessoas que não observam as regulamentações de trânsito, não observam a velocidade adequada na via, e não observam também a questão de não ingestão de bebida alcoólica associadas ao volante”, observa o subcomandante da Brigada Militar de Pelotas, major Márcio Maccin.

A enfermeira Isabel Foster diz que no bairro onde mora, na Zona Norte de Pelotas, os acidentes são frequentes. Por isso, todo cuidado é pouco. “É bem complicado sair de moto, sair de carro. Ninguém respeita ninguém aqui”, reclama.

Vítimas de acidentes dentro das cidades

  • Condutor: 28,3%
  • Motociclista: 24,6%
  • Pedestre: 20,4%
  • Passageiro: 17,1%

Em relação ao sexo

  • Homens: 1.140 vítimas
  • Mulheres: 308 vítimas

Em relação à faixa etária

  • 65-74 anos : 9,5%
  • 35-39 anos: 7,5%
  • 40-44 anos: 7,5%
  • + 75 anos: 7,4%

Fonte: G1

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