Réu é condenado a mais de 26 anos de prisão por matar padre dentro de igreja em Tapera

Eduardo Pegoraro foi morto na igreja de Tapera em 2015. Acusado também respondeu pela tentativa de homicídio contra a mulher na época, que também foi baleada, mas sobreviveu. Ele teria agido por ciúmes e vingança.

Jairo Paulinho Kolling foi condenado a 26 anos e 10 meses por matar o padre Eduardo Pegoraro na sala paroquial da igreja de Tapera, no Norte do Rio Grande do Sul, há quase quatro anos, em julgamento realizado nesta quarta-feira (24). O juiz Márcio César Sfredo determinou a execução imediata da pena. O G1 tenta contato com o advogado do acusado.

Jairo também foi condenado pela tentativa de homicídio contra Patrícia Kolling, que na época era sua mulher. Baleada, ela foi encaminhada a atendimento e sobreviveu. O réu ainda atirou na direção do próprio rosto, e também sobreviveu.

Segundo a acusação do Ministério Público, o homem agiu motivado por ciúmes e vingança, porque ele desconfiaria de que a mulher teria um relacionamento com Pegoraro.

O réu havia sido pronunciado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e por homicídio tentado, triplamente qualificado (motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido cometido contra mulher em razão do sexo feminino).

Crime ocorreu na sala paroquial ao lado da igreja de Tapejara — Foto: Dulci Sachetti/RBS TV

Crime ocorreu na sala paroquial ao lado da igreja de Tapejara — Foto: Dulci Sachetti/RBS TV

Como foi o julgamento

Patrícia foi ouvida durante o julgamento. Segundo ela, no dia anterior ao crime, “tudo estava normal”. Já durante a noite, a situação mudou. Contou que o então marido perguntou se ela “tinha um caso com o padre”. “E ele me acertou um tapa”, completou.

No local, ainda segundo Patrícia, o marido disse ao padre: “Você mandou mensagem para a minha mulher”. “Depois, ele apontou a arma na minha cara”, contou.

Conforme o Ministério Público, a mensagem era um convite para conversar sobre os horários da aula de violão dos seminaristas, já que Patricia lecionava aulas de violão para os seminaristas. Ao fim da mensagem, despedia-se com saudação “um grande abraço e um beijo”. O réu deduziu que as vítimas teriam um “relacionamento amoroso”.

Já o réu, em seu interrogatório, afirmou estar “cego” no dia do crime. Disse também estar arrependido. “Não é da minha conduta”. Jairo acrescentou que comprou a arma com a intenção de proteger sua propriedade.

Fonte: G1

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